Friday, 28 November 2008

#2 Comutação Verbal - "As novas interfaces do jargão "Web 2.0" podem estimular até que ponto a participação dos usuários?"




(por Julius Wiedemann)

Eu acho que mais que a participação dos usuários, a web 2.0 tem de ser um conector entre todos que estão na rede.

Recentemente a revista The Economist (edição de 11 de Outubro de 2008) publicou uma matéria sobre as revoluções tecnológicas que chegam tardias, tais como o paperless office, o carro elétrico ou a vídeo call...

E apontou três motivos básicos: um de ordem social (paperless office, que parece agora estar acontecendo; depois de um aumento no consumo de papel por mais de 2 décadas, o consumo esta caindo desde 2001 em escritórios, por conta de uma nova geração de trabalhadores), outro de ordem tecnológica (como a banda larga em celulares necessária para se poder usar vídeo call), e o último por conseqüência de um choque externo (caso dos carros elétricos que pela questão do meio ambiente estão sendo agora necessários).

Bom, tudo isso pra dizer que a Web 2.0 se encaixa na primeira categoria, e sua influência nesta transformação.













A blogosfera brasileira os agradecem!



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Monday, 24 November 2008

#remix: A Shared Culture




Uma Cultura Compartilhada:
Para celebrar sua
campanha de arrecadação de fundos de 2008, o Creative Commons lançou "Shared Culture" (Uma Cultura Compartilhada), um vídeo do renomado cinegrafista Jesse Dylan. Conhecido por uma variedade de filmes, clipes musicais e inclusive o vídeo de campanha, "Yes We Can", do candidato à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, Dylan visa divulgar a missão Creative Commons através de "Shared Culture".

O vídeo conta com os principais pensadores por trás do Creative Commons que explicam como a organização está ajudando criadores a compartilharem suas obras com o público de maneira simples através de ferramentas gratuitas para permitir a disseminação legal e a própria criação de obras derivadas (ou “remixagens”).

São exibidos trechos de entrevistas intercalados com dezenas de fotos licenciadas em CC. A trilha sonora, composta de duas faixas da banda Nine Inch Nails, também destaca a funcionalidade da “cultura compartilhada” através das faixas “17 Ghosts II” e “21 Ghosts III”, também licenciadas em Creative Commons.

Acesse a página do “Shared Culture” para ter acesso a mais informações (incluindo créditos completos), a todas as imagens usadas e ao próprio arquivo do vídeo em diferentes formatos.




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Wednesday, 19 November 2008

#2 Comutação Verbal - "As novas interfaces do jargão "Web 2.0" podem estimular até que ponto a participação dos usuários?"



Esse é o segundo quadro do ‘comutação verbal’, e sem dúvida, é muito bom contar com a colaboração dos nobres que gentilmente estão compartilhando suas observações neste espaço. A seguir, acompanhe os relatos de Pedro Cabral (CEO – AgênciaClick e Presidente Isobar América Latina) cordialmente encontrou um ‘espaço’ na sua agenda, já na próxima semana é vez de Julius Wiedemann (Editor Chefe da Editora Taschen – Cambridge, UK), e que me permita, veterano nesta blogosfera, já participou algumas outras vezes também, a blogosfera brasileira os agradecem!



(Por Pedro Cabral)



Web 2.0 e a participação das pessoas.

A chamada web 2.0 tem como principal característica a postura participativa. As pessoas se deram conta de que a atitude passiva é pouco pra sua própria inquietude e optam por protagonizar a cena.

Claro, esta postura de protagonista pode se dar com intensidades diferentes. Existem aqueles que criam os movimentos, os que propagam e os que observam e simplesmente comentam ou endossam. Mas o fato é que quase ninguém mais fica passivo diante das questões públicas, das histórias, dos produtos que consome, da vida dos amigos ou da vida alheia.

Neste cenário novo o tempo de cada um de nós passa a ter um desenho próprio e único. Não existem mais pessoas com comportamento midiático padrão! Cada indivíduo passa a ter o comportamento de mídia (uso dos meios) dos seus interesses vigentes mais vivos e presentes. Certamente o “campeão de audiência” do Carlinhos é a página do Orkut da Juliana, a garota por quem ele está apaixonado hoje. Assim como a Juliana pode estar passando a maioria do seu tempo entre conversas no Messenger e no seu celular, enquanto sua mãe 20 anos atrás gastava este tempo babando a figura do Antônio Fagundes nas novelas.

A comunicação ficou mais fácil. Revelar-se ficou mais fácil. Conhecer o outro também. Conectar-se, sem dúvida. E, mais interessante, ficou também mais popular. Que os jovens já tratam a TV como apenas mais um ruído de background num processo de time sharing com Messenger, celular, videogames e videos on demand, não temos dúvida. Isto já aparece até nas novelas da TV.

Mas o que pouca gente tem visto no meio publicitário é a classe C altamente engajada e conectada através da internet. O mercado publicitário ainda usa a desculpa de que a internet ainda é coisa de elite, enquanto quase 60 milhões de brasileiros já estão nessa!

Gostaria de compartilhar com vocês dois vídeos:

1- Um papo com o jovem Matheus de 16 anos.
2- Um papo com uma família que se vira pra viver melhor usando a internet em Paraisópolis.


Acho que isso é a cara do que está acontecendo agora no Brasil.




#Reclame - Papo com Matheus:

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#Família da Comunidade de Paraisópolis:

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Thursday, 13 November 2008

Flash mob contra o Projeto de Lei do senador Eduardo Azeredo.



WARNING: Todos estão convidados!

Sexta, 14 de novembro, 18:00 hs, vamos organizar o primeiro flash mob pela liberdade na Internet, contra o Projeto do senador Eduardo Azeredo.

Em São Paulo : A idéia é nos reunirmos por 30 segundos no canteiro central da Av. Paulista, 900 (em frente o Objetivo).


No Rio de Janeiro: A idéia é nos reunirmos por 30 segundos na Cinelândia em frente à Camara Municipal.


As pessoas devem trazer uma folha de sulfite escrito NÃO AO PL AZEREDO.


Querem aprovar o projeto na próxima semana, precisamos retomar as manifestações. O flash mob pode incentivar o protesto e a ação ativa das comunidades.

Blogueiros: estejam presentes para fotografar, filmar e postar sobre o assunto depois!


Porque somos contra o Projeto de Lei do Azeredo:
Os artigos do projeto substitutivo do senador Eduardo Azeredo (PL 84/99, na Câmara, PLC 89/03, no Senado) 285-A, 285-B, 163-A e 22 implantam uma situação de vigilantismo, não impedem a ação dos crackers, mas abrem espaço para violar direitos civis básicos, reduzir as possibilidades da inclusão digital, elevar o custo brasil de comunicação e transferir para toda a sociedade os custos de segurança que deveriam ser apenas dos bancos.

A sociedade civil, pesquisadores de cibercultura e milhares de pessoas assinaram o "Manifesto em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira" que ultrapassou 119 mil assinaturas.




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Tuesday, 11 November 2008

Na próxima semana: #2 Comutação Verbal







Temática em pauta de discussão:



"As novas interfaces do jargão "Web 2.0" podem estimular até que ponto a participação dos usuários?"



Com as participações dos nobres Pedro Cabral (CEO – Agência Click) e Julius Wiedemann (Editor Chefe da Editora Taschen – Alemanha).





Fique atento e confira na próxima semana o que eles irão dizer no Comutação Verbal. Aguarde!







Monday, 10 November 2008

O primeiro case político digital muda ou não a esfera nos próximos anos?



Depois de dias tumultuados, em que minha mesa de trabalho esteve repleta de jobs e mais jobs, consegui finalmente escrever um pouco para a blogosfera (o que me causa uma aflição ficar sem postar aqui por muito tempo) e ter a oportunidade de falar um pouco da minha análise sobre o case digital do Obama. De imediato, não irei falar sobre questões políticas neste post, pois, já pude ler vários blogs excelentes com autores que entendem muito da esfera política, a questão aqui é sobre a mudança que Obama e suas estratégias digitais causarão no mundo.

Até bem pouco tempo atrás, não poderíamos imaginar um candidato à eleição em qualquer lugar do mundo fazendo o uso maciço da internet para os devidos fins da política. Muito menos, ter a certeza do sucesso que o bom uso das diversas ferramentas digitais poderiam possibilitar, gerando assim um movimento em prol de uma candidatura em uma abrangência mundial, com direito a comunidades em diversas plataformas de relacionamento digital, o uso do twitter, blogs, canais no Youtube, sites e informações diárias com o envio de e-mails cadastrados pelas milhares de pessoas ansiosas por acompanhar a trajetória do candidato. Ainda, estrategicamente, tivemos o uso de um viral uma semana antes das eleições americanas, onde se destacava a grande culpa dos eleitores que não foram votar.

Obama, não só conseguiu estimular milhares de eleitores nos E.U.A a irem para as urnas, como ‘assustadoramente’ prendeu a atenção de milhares de internautas no mundo todo. Fazendo com que desconhecidos começassem uma espécie de “Obamamania”, desenvolvendo sites a favor do candidato, outros com humor e ironias entre os concorrentes a Casa Branca, sem falar das centenas de comunidades que surgiram tanto no Orkut, como também no MySpace, ambas as mais visitadas mundialmente.

Agora Obama surpreende mais uma vez, criou um canal no Youtube para que todos de qualquer lugar do mundo acompanhem a transição de poder entre seu governo e o atual de Bush. Se é surpreendente? Ora, sem dúvidas, não só surpreendente como também acaba de quebrar todos os possíveis paradigmas que predominavam até o momento.

O case digital do candidato revolucionou todas as iniciativas até este atual posicionamento do mundo frente às novas tecnologias disponíveis e suas possibilidades de uso com a política. A influência e as experiências que o presidente eleito americano trouxe para o cenário, nos deixa claro algo em especial. Enquanto alguns ‘abestalhados’ ainda não se deram conta da necessidade da rede e o seu uso em prol da democratização e transparência de qualquer desdobramento político, como no caso do Brasil ao termos a esdrúxula proibição do uso da internet em nossa eleições, estamos vivenciando o outro lado.

Mas, isso não apenas nos serve, o mundo todo incluindo os próprios americanos se viram radicalizados e transformados com tudo o que aconteceu nestes últimos meses.

O fruto das estratégias e a relação com os interagentes na rede, além de possibilitar uma remixagem de conteúdos, mostrando a todos os “medíocres entendedores” que a esfera mudou, entramos na talvez, possibilidade do fim da obscuridade nos trâmites políticos e seus bastidores sendo ‘assistidos’ em tempo real.

Uma das ressalvas principais é qual será o tamanho da resistência que os comungados conservadores irão se desdobrar contra os efeitos da rede sobre a esfera política?

Muda ou não? Eu digo, já mudou...




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Monday, 3 November 2008

Você sabe como o Orkut chegou ao Brasil?



Muitos até hoje se espantam com o sucesso do Orkut no Brasil, outros se quer se questionam o por que de tanta aceitação por parte dos brasileiros a esta plataforma de relacionamentos digitais. O fato é, que o Brasil já estão sendo considerado por diversos analistas como um “grande celeiro para experiências digitais”, fazendo com que inúmeras corporações de todo o mundo, a maioria americanas e européias se voltarem para o País e observarem atentamente o que acontece aqui.

Hoje o Brasil já corresponde a mais de sessenta porcento dos usuários dessa plataforma no mundo. Tamanha participação fez com que o Google instalasse um dos seus grandes diretores na sede do Google Brasil na cidade de São Paulo, justamente para acompanhar de perto os hábitos e a interação dos brasileiros. Além disso, são os “brazucas” responsáveis desde então por todas as alterações realizadas na interface do Orkut.

Enquanto um americano envia dez convites de alguma ferramenta nova para alguns amigos, o brasileiro, pela sua facilidade em aderir coisas novas intrínsecas a sua curiosidade pelo novo, envia convites para quase toda a sua lista de e-mails. Sendo mais objetivo, podemos exemplificar desta maneira, um ‘gringo’ convida no máximo dez pessoas, um ‘brazuca’ chega a convidar mais de cinqüenta, isto talvez explique a proliferação em um curto espaço de tempo de inúmeras plataformas utilizadas hoje.

Bem, vocês podem estar se perguntando, e o Orkut, como veio parar aqui? Se não fosse o feeling do grande entusiasta da tecnologia John Perry Barlow, este processo poderia ter sido diferente. Vejam vocês, passados alguns meses após a criação do Orkut, Barlow recebeu cem convites para distribuir entre amigos (para quem não se lembra o Orkut era uma plataforma fechada até a sua aquisição pelo Google), ele não pensou duas vezes, decidiu enviá-los todos para as pessoas influentes que conhecia no Brasil.

Para a surpresa de Barlow, ou melhor, a confirmação do que ele já acreditava, porém, não imaginaria que seria tão rápido, o Orkut se popularizou entre os brasileiros em uma velocidade inacreditável. Em pensar que quando obtive meu convite para ingressar na ferramenta, meses depois o Google a abriu para todos se convidarem. Foi muito bom ter tido pelo ao menos um pouco da experiência quando a esfera ainda girava em torno das comunidades acadêmicas na sua maioria.

Sobre o uso “tosco” do Orkut nos dias atuais, isto, com certeza é tema para um outro post, mas já adianto, a ferramenta é sem dúvida uma das mais elaboradas na esfera de relacionamentos sociais digitais, no entanto, na minha sincera opinião, o que falta é uma “educação digital” para os brasileiros. Os valores e as diversas maneiras de contribuição atreladas ao o uso da internet.

A seguir, clique no link abaixo para assistir o vídeo com uma entrevista de John Barlow no blog “Ecologia Digital”.


Acesse: http://ecodigital.blogspot.com/2008/02/john-barlow-explica-o-fenmeno-orkut-no.html









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