Imagem: "20 things that happened on the Internet in 2010: a puzzle" (by McBess)
Saber tudo o que aconteceu na internet em um ano não parece ser tão fácil, com tanta informação rolando aos milhares de links dia-a-dia, só mesmo tendo uma super memória pra gravar tudo ou contar com o velho e bom Delicious, entre outros.
Bem, em 2010 tivemos inúmeras coisas na internet, do IPO do Linkedin à ascensão do Foursquare, o uso crescente do Android e por aí vai.
Pensando em resumir os 20 fatos marcantes do ano, a agência Syzygy encomendou um desenho que buscou retratar todos eles juntos. O designer McBess misturou “tudo e mais um pouco” e o resultado você confere na imagem capa deste post. Mas, vai a dica, clique na imagem e a veja ampliada, surte para tentar descobrir quais foram os acontecimentos retratados por McBess na sua arte. A ilustração será vendida em edição limitada de 100 peças, sendo que, duas delas serão sorteadas no twitter da agência.
E outra, quem adivinhar todos eles merece até uma ‘estrelinha’ (rs), ironia à parte, confesso que não consegui completar a lista, vale o desafio.
Eis a questão, podemos ou não afirmar que o networking nas redes sociais digitais realmente existe e pode ajudar na carreira profissional dos internautas? O fato é que essa questão ainda carece de estudos e dados probabilísticos capazes de responder este e outros pontos da sociabilidade digital.
Foi pensando nisso, que em 2008 decidi iniciar os primeiros estudos a fim de identificar e compreender possíveis situações que, de alguma maneira, contribuíram para profissionais distintos e suas carreiras através das conexões sócio-digitais.
A princípio, parte deste estudo se concentrou em uma rede social digital desenvolvida através da plataforma Ning.com, em suma constituída por publicitários e estudantes que aspiravam na sua maioria uma vaga de emprego na agência digital que foi pioneira no Brasil, ao transformar seu site institucional em um centralizador de talentos, funcionários, parceiros e afins, capaz de propiciar o que chamei na época de Social Networking Scene.
Bom, de lá pra cá, a coisa não parou, e redes sociais como o Linkedin em especial cresceu muito, inclusive entre os brasileiros. Indo para um próximo passo, decidi trabalhar com a temática como base da minha monografia da pós-graduação que acabo de concluir na Faculdade Cásper Libero no curso de Marketing e Comunicação Publicitária com orientação do mestre Luiz Alberto de Farias-PhD.
Como parte deste projeto, iniciei uma pesquisa que visa somar dados que irão comprovar ou não a real importância do networking na rede. Embora, algumas pessoas já tenham participado e estão divulgando a pesquisa em seus perfis no twitter, quero aproveitar e convidá-lo também para contribuir com a sua participação.
Não levará mais que três minutos para responder, e o mais importante, os resultados serão compartilhados na internet através de uma licença Creative Commons, podendo ser visualizados posteriormente de maneira gratuita e livre.
Para participar basta clicar no link abaixo, e caso queira acompanhar mais informações sobre os desdobramentos da pesquisa, acabo de criar um perfil no twitter para esta finalidade, visite o @networkingredes.
Acesse agora: http://bit.ly/b34sCb(Aproveite e divulgue para os seus contatos, agradeço a colaboração)
Foto: Espaço Beans Coworking (via Flickr Fernando Souza)
Muitas vezes o local de trabalho passa a ser encarado como algo monótono e em determinados momentos nada criativo. É comum algumas empresas se esquecerem que pequenos detalhes no ambiente podem e muito colaborar com a produção e empenho de cada colaborador no processo. Dentro desta sistemática entre outros motivos nasceu o conceito Coworking.
Para falar melhor a respeito, convidei um amigo, Ricardo Lima idealizador e criador do espaço Beans, pioneiro do ramo em São Paulo e fundador da comunidade digital que leva o mesmo nome. Entre designers, publicitários e profissionais independentes são ao todo 1.289 membros até o momento.
Com capacidade para 32 pessoas e com infra-estrutura para apresentações ao vivo, Ricardo começa o bate-papo compartilhando uma das suas principais referências para idealizar o projeto, o site: http://www.thisaintnodisco.com/.
“O mercado vem sofrendo mudanças no modelo de trabalho e os profissionais necessitam cada vez mais se ajustar a estas constantes transformações. Ao invés do destaque ser dado apenas a grandes empresas, por exemplo, os pequenos negócios também conquistaram seus espaços, necessitando assim contratar serviços terceirizados para suprir suas novas demandas. Com este tipo de serviço, as pessoas foram percebendo que a dinâmica e velocidade com que a terceirização de ofícios atende aos clientes é compensadora, fazendo com que este processo cresça cada vez mais. Hoje, todos os portes de empreendimentos aderem à parceria de profissionais de fora de seus escritórios para a realização de diferentes etapas de seus projetos, contribuindo também a autônomos e freelancers de todas as áreas profissionais.
Com base nesta tendência de mercado e com o objetivo de promover a fusão de profissionais em um ambiente aberto e com infra-estrutura é que o Beans Coworking surgiu em São Paulo em agosto deste ano. Além de ser um escritório coletivo e acessível para qualquer pessoa, o espaço também permite que profissionais intermedeiem suas necessidades e habilidades através de uma rede virtual, a Beans.net, possibilitando assim novas parcerias e oportunidades.
O coworking não proporciona só mais estrutura para pessoas que pretendem trabalhar em casa, mas também contribui para o desenvolvimento profissional de diferentes indivíduos e empresas, sem grandes gastos e burocracias de um escritório comum. A ideia é ser um facilitador, colocando uma rede para pessoas encontrarem serviços e profissionais.”
Localizado em um ponto estratégico de negócios, o Beans Coworking se encontra na Rua Augusta, integrando a série de pequenos negócios da famosa Galeria Ouro Velho. Fazendo parte do ciclo de empreendimentos criativos do local, o espaço também fica próximo a bancos, metrô (estação Consolação), gráficas e copiadoras, shoppings, restaurantes, correios e outros pontos da Avenida Paulista que auxiliam os trabalhos com conforto e agilidade.
Ricardo ainda enfatizou, que o sistema de coworking foi lançado nos Estados Unidos em 2005 para estimular pessoas criativas a desenvolverem suas ideias e é a ponte para trazer a inovação ao mercado.
“Muitas empresas já estão percebendo também que praticar o coworking já é um diferencial estratégico, principalmente quando o assunto é inovação e estímulo a criatividade de seus colaboradores”, completa Ricardo.
Como o Beans Coworking funciona? Além do escritório coworking, que potencializa a execução de serviços e projetos, a Beans também oferece os seguintes serviços e vantagens: - Em uma área multidisciplinar, o espaço possibilita conhecer diferentes pessoas e até mesmo unir ideias que contribuam para os diversos profissionais autônomos ou empresas presentes no local; - Participando da rede Beans, os profissionais podem ficar atentos a oportunidades e palestras gratuitas realizadas pela rede; - A flexibilidade permite usar o ambiente por horas, turnos, dias ou meses a partir de preços acessíveis.
Ricardo Lima, formado em Design Digital e Pós-Graduado em Administração na FGV/SP. Atuando com Projetos Colaborativos, Novos Modelos de Negócio e P2P há mais de 10 anos.
Pensando em acabar com o velho problema já conhecido dos brasileiros, uma rede social foi criada para auxiliar a memória curta dos eleitores.
Lançado recentemente, o projeto “Eu Lembro” desenvolvido pela WebCitizen, a mesma empresa que criou outro projeto bem bacana o “Vote na Web” (leia mais) resolveu mensurar e organizar tudo o que é falado, comentado e postado na rede sobre cada candidato nas eleições 2010. Nele você pode criar seu perfil, definir em qual candidato deseja votar e ainda acompanhar seus passos na campanha.
O projeto também exibe gráficos com métricas sobre a audiência positiva ou negativa de cada candidato, catalogando vídeos, tweets, comunidades na rede, links e entrevistas. O curioso, é que enquanto as pesquisas apontam na TV e no rádio a candidata a presidência da República Marina Silva na terceira posição na intenção de votos dos brasileiros, na web ela vem despontando na frente dos concorrentes.
Imagem: Site "Eu lembro" - WebCitizen
No site do projeto, por exemplo, Marina já acumula 70% de apoio, contra 55% a favor do candidato José Serra e para espanto, a margem surpreendentemente negativa da candidata Dilma Rousseff com 63% de percepção contrária na rede.
Logicamente que assim como nas pesquisas, o projeto “Eu lembro” não representa em definitivo o resultado da eleição, no entanto, seus gráficos coincidem com levantamentos de outros institutos que monitoram a internet e apontam índices parecidos de aceitação em relação a candidata Marina.
Fica a dica para não esquecer mais em quem votou, acompanhe o seu candidato. Clique aqui. Tweet
Um projeto recém-lançado propiciará o conhecimento dos projetos de leis no Congresso possibilitando também a votação popular, sendo este o primeiro ato direto de democracia digital por estes ares.
Desenvolvido pela empresa WebCitizen, o VotenaWeb “propõe estimular o engajamento cívico e aproximar os cidadãos entre si, e com os seus governos. Através da análise da atual e futura arenas virtuais, da organização e otimização do design da informação e do compartilhamento de conhecimento”, podendo “criar uma ponte entre o mundo físico e o virtual, e auxiliar instituições governamentais e não-governamentais a compreender as verdadeiras necessidades dos seus cidadãos e consumidores.”
A WebCitizen “tem como foco o emprego de tecnologias digitais para a criação de canais de participação, trazendo mais abertura, transparência e democracia para a administração pública, promovendo um diálogo público colaborativo, um senso de comunidade acessível e significativo, e em uma última análise, ajudando a criar um mundo melhor.”(Informações retiradas do site da empresa)
O projeto que foi inspirado na fundação acadêmica americana sem fins lucrativos TED localizada na Califórnia, cujo o conceito, é o de “Idéias para serem espalhadas”.
No Brasil, o site Votenaweb promete ser além de um agregador de informações pertinentes às diretrizes que podem mudar ou determinar novas regras para os cidadãos brasileiros, ele ainda será um canal direto e em tempo real capaz de expressar os anseios da população frente aos parlamentares e presidentes.
Mesmo sendo ainda desconhecido da maioria dos brasileiros, a iniciativa já conta com inúmeros posts publicados em diversos blogs. Na blogosfera willpubli, você poderá salvar o selo do projeto e incluir no seu blogsite, clique com o botão direito sobre a imagem no fim deste post.
Para votar a favor ou contra alguma lei, o usuário deve realizar o seu cadastro para abrir uma conta, feito isso, é só acompanhar as atualizações do site.
Outro ponto importante é a mensuração das estatísticas de votos computados, sendo eles diferenciados por “votos dos cidadãos” e por “votos dos políticos”. Ainda, sendo possível saber de quais regiões do País vieram os votos. Desta forma, cada brasileiro consegue ter uma análise completa se a sua intenção foi a da maioria e de onde surgiu a mesma.
Bem, uma grande oportunidade de expressar sua opinião, aproveite e faça já o seu cadastro, e claro, não esqueça de divulgar o projeto para os seus amigos.
Em entrevista a blogosfera Willpubli, Raquel Camargo, uma das fundadoras do blog Twitter Brasil e consultora em mídias sociais, nos fala um pouco da sua ótica e vivências pessoais com o atual cenário das redes sociais digitais.
A formação e a influência da internet. A internet entrou na minha vida há uns 10 anos. Antes era simplesmente brincadeira e hobby, e eu dividia minha atenção entre blogs, mirc (é, old!) e uma espécie de jogo chamado micronacionalismo (era meu vício há uns 7 anos). Fui estudar jornalismo meio sem saber para onde ir, pois eu era apaixonada por foto, rádio, etc, mas a minha ligação com internet acabou ajudando e me fez encontrar um caminho muito bom para a minha profissão.
Uma “Nerd-Girl”. Pra ser sincera, eu já fui mais nerd. Ou melhor, geek. Ah, sei lá, são tantas nuances. Sei que hoje estou numa fase bem diferente, rs. Eu sou absolutamente viciada em internet, ficar desconectada para mim costuma ser uma tortura.... Acho que isso e outras características minhas acabam construindo esse rótulo.
Blog Twitter Brasil. Foi uma iniciativa minha e do Fernando Souza, e juntos chamamos a Gabi para completar o time. São pessoas bacanas demais de se dividir um blog.
O processo do TRE. Nossa, o Twitter Brasil teria um clipping muito grande (sem querer parecer metidona rs) se fossemos contar. Isso se deu principalmente por causa do escândalo do processo do TRE. Depois do processo ele ainda é citado, mas com menos freqüência. Isso ajuda sim. De forma indireta, é claro, mas vai acrescentando uma tal credibilidade ao seu nome, e também é bom observar o que se fala sobre teu trabalho.
Manifestações literárias no Twitter. O Twitter para mim é mais que uma ferramenta de uso pessoal e profissional, é também um objeto de estudo. Minha monografia de conclusão de graduação envolveu as formas de interação existentes no Twitter e blogs. Agora no mestrado eu pretendo identificar manifestações literárias no Twitter. Eu não sou a única que pensa o Twitter assim, é claro, tem pessoas que eu me referencio para estudar isso, como o Alex Primo, a Raquel Recuero e a minha colega de blog, Gabi Zago.
A consultoria de Social Media e o mercado atual. Diante da fase que o mercado de comunicação vive, eu acho que é um mercado e tanto. Está cheio de oportunidade legal, está se consolidando, então é fácil entrar no ritmo e construir conhecimento junto. A gente não pode falar que esse mesmo profissional de mídias sociais de hoje, se ficar satisfeito com os conhecimentos que são os fundamentais para hoje, sobreviverá no mercado daqui uns 5 anos. Acho que é uma profissão que tem validade se for pensada de forma superficial, e para mim o importante é manter-se extremamente atualizado.
A existência da tal “panelosfera” no meio. Ah, vaidade, ego, isso tem em todo lugar. Acompanho pessoas que têm menos de 100 seguidores que têm conteúdos muito bacanas, por exemplo. Não me prendo nessa.
@Biz Stone co-fundador do Twitter na palestra do Grupo TV1 em São Paulo. Bem, eu não tive oportunidade de realmente conversar com ele, o cara tava ultra-concorrido, então não dá pra julgar muito, mas pelo visto ele é um cara com o pensamento legal, que quer ver a ferramenta crescer e saber o poder que tem nas mãos. Acho que a palestra dele foi meio desse jeito muito por causa do público presente (que não parecia ser lá os mais viciados no Twitter).
O cenário das redes sociais e o novo Orkut. Sobre mídias sociais, com certeza é um papo cru ainda, as coisas estão se formando e formalizando, todos temos ‘muuuuuito’ o que aprender ainda. Já o Google, oras, é uma estratégia marota que causa ansiedade na galera. Pra eles isso é bom, não? Comecei a usar ontem, e não fiquei surpresa com nada.
Raquel Camargo Jornalista atualmente no Brasil atuando como consultora em mídias sociais, trabalhou em agências de publidade de Belo Horizonte, e está cursando o mestrado em Estudos de Linguagem no Cefet/MG, como bolsista.
Segundo o estudo da consultoria americana Universal MacCann, o Brasil vem diminuindo sua participação em redes sociais de 2007 para cá, quando o País chegou a ficar em primeiro lugar com 75% do uso das redes no mundo.
A pesquisa apontou que neste ano os brasileiros caíram para a 4ª posição, ficando com 69% da participação em redes sociais, sendo que, em primeiro vem à Rússia com 85,3%, segundo a Índia com 78% e em terceiro a China com 70%.
Umas das hipóteses para esta mudança de posição dos brasileiros possa ser o amadurecimento no uso das plataformas sociais, o que estaria promovendo uma fase mais estável no meio.
Outro dado curioso da pesquisa é que os quatros países apontados como os maiores usuários (Rússia, Índia, China e Brasil) usam muito pouco, ou em alguns casos se quer chegam a usar o MySpace.
Plataformas como o Orkut são mais populares no Brasil e na Índia, o Vkontakte na Rússia e o Qq na China, embora um dos concorrentes do Google, o Facebook registrou um aumento na participação entre os brasileiros superior a 60% nos últimos 03 meses.
Ainda segundo o estudo, os países que formam o grupo dos Brics podem ensinar muito sobre as Redes Sociais, ignorar este fator pode ser extremamente prejudicial para o desenvolvimento de uma plataforma social digital de sucesso.
Depois do sucesso da ação criada pela Agência Digital GrudaemMim para o cantor Gilberto Gil em 2007 com o projeto Banda Larga, diversas bandas foram atrás de estratégias parecidas com a equipe da mesma agência. Entre elas o Capital Inicial, o Cachorro Grande e o cantor Nando Reis junto com os Infernais.
Quando o sócio da agência, Christian Rôças (Crocas) teve a oportunidade de cuidar das ações digitais da turnê Banda Larga Cordel, do cantor Gil conseguindo uma cobertura virtual abastecendo o site e diversas redes sociais com conteúdo audivisual exclusivo: bastidores, pequenas entrevistas, faixas inéditas, viagens entre outras coisas, os resultados foram surpreendentes.
Foto: Nando Reis (via site do cantor)
No recente trabalho da GrudaemMim, o artista Nando Reis e os Infernais resolveram também acreditar no potencial da empresa e deixaram suas ações digitais a cargo da agência.
Beto Macedo, sócio diretor da agência disse em entrevista a Revista Webdesign na edição deste mês que “ter interesse por música é pré-requisito para trabalhar aqui na Gruda.”. Ainda, “...estamos assistindo ao surgimento de novos cargos e funções em empresas de internet.”
Falou também sobre a rotina de trabalho dos profissionais que acompanham a banda na estrada, onde além de fotografar e filmar o show, presenciam o backstage twittando e postando tudo o que é interessante para os fãs, e indagou sobre “como classificar esse profissional?” nas atuais agências que permanecem nos moldes antigos.
No site do cantor Nando Reis, além de vídeos, fotos, biografia, discos e letras, o internauta ainda pode acessar todas as redes sociais do artista, como YouTube, Orkut, Flickr, MySpace e o Twitter. No link Mobile, o site informa que em breve todo o conteúdo será disponibilizado nos celulares.
Para saber mais e conferir o site do cantor acesse aqui.
A noticia repentina da morte do maior astro da música pop fez com que o "gigante" das buscas o Google, bloqueasse temporariamente as pesquisas com o nome do cantor, pois, as milhares de requisições feitas no sistema no inicio da noite de quinta-feira passada às 19h (horário de Brasília) conseguiram prejudicar os serviços do buscador acarretando um tráfego de informações maior que as noticias relacionadas aos Beatles nestes anos de atuação da empresa americana, segundo dados do IDGNOW.
Já no Twitter, a coisa não foi diferente, segundo dados da BBC, mais de 100 mil mensagens relacionadas ao cantor foram publicadas por minuto na noite de quinta. Ainda nas redes sociais, o porta voz do Facebook confirmou que triplicou as atualizações de status na rede.
Imagem: Via Webdesigner Depot - Michael Jackson
A comoção mundial com a morte do cantor gerou também inúmeras homenagens, em Londres milhares de pessoas se reuniram na estação de Liverpool no FlashMob convocado as pressas pela internet e no envio de mensagens por SMS.
Vídeo: FlashMob na estação Liverpool, em Londres
Diversos blogs publicaram posts relacionados à morte. O primeiro veículo da mídia a confirmar o fato, o “Los Angeles Times” afirmou ter recebido mais de 2,3 milhões de views uma hora após a publicação.
Uma das homenagens em destaque neste post fica por conta dos vários designers que se uniram para enviar as inúmeras faces de Michael ao site Webdesigner Depot, onde algumas artes foram capas desta publicação. Para conferir todas, acesse aqui.
Imagem: Via Webdesigner Depot - Michael Jackson
Aproveito para deixar registrada a minha lembrança ao astro e mortal Michael Jackson, fora de contexto ou não, mais uma vítima do estrelismo.
Imagem: Manifestação na capital Teerã (via Cooliris / Yahoo)
No caos absoluto o povo iraniano ficou as “escuras” da comunicação com o resto do mundo, até a própria imprensa internacional que estava no local sem conexão não conseguiu enviar e nem publicar suas matérias normalmente, comprovando o sombrio espírito “ditador” e totalmente antidemocrático de Mahmoud Ahmadinejad.
Uma reeleição com inúmeras acusações de fraudes onde o presidente Ahmadinejad foi declarado vencedor com 62% dos votos válidos confirmados na sexta-feira, já o oposicionista Mir Hossein Mousavi, acusou a presidência do país de bloquear seu site e o envio de mensagens pelo celular no dia da votação.
Mesmo com o bloqueio, Mir Hossein conseguiu há tempo publicar imagens das manifestações na sua página no YouTube, ocupando a vigésima segunda posição dos vídeos mais vistos no mundo neste fim de semana.
O tracker "#iranelection" foi um dos mais procurados desde esta última sexta-feira, segundo o buscador “hashtags” já tem mais de 20 mil registros até o momento.
O que me preocupa é como o mundo vem se comportado em relação a tamanha aberração como esta. Onde governantes passam por cima do direito de expressão, ignoram o respeito à cidadania e como “deuses” bloqueiam quando querem o acesso a rede mundial de computadores, e até mesmo, o uso de ferramentas da telefonia celular.
Ora, não faz tanto tempo assim que no Tibete tivemos algo parecido quando as manifestações religiosas dos monges tibetanos sofreram forte repressão do governo chinês, desarmados eles foram agredidos por soldados armados e truculentos. Pois é, lá também a censura dos meios de comunicação, e logicamente, a total interrupção da rede de internet ocasionou a perda da comunicabilidade online dos manifestantes com o resto do mundo.
Enquanto isso, permaneço com problemas na minha banda larga (diga-se de passagem, mais um cliente da Telefônica), horrorizado com a aprovação do Projeto Sarkozy e impressionado para onde deverão ir as atrocidades cometidas na busca pelo controle da rede no mundo.
Lançado oficialmente no País em setembro de 2008, a rede social digital Sonico “amigos conectados” com origem argentina já dava sinais na época que poderia de fato vir a preocupar o sucesso do Orkut.
Neste mesmo ano, além de se espalhar por países de língua espanhola, no Brasil o site já tinha cerca de cinco milhões de usuários cadastrados utilizando a rede, o equivalente a 22% da base total de cadastros (que era de 24 milhões).
Em entrevista para o portal de notícias ADNews no dia do lançamento em 2008, Rodrigo Teijeiro, criador e CEO do Sonico deixava claro suas ambições em superar o sucesso da rede social do Google no país, e conquistar mais usuários através da credibilidade em relação a segurança dos dados, o forte cuidado com os perfis “fakes” e o acompanhamento de todo o conteúdo observando o que é postado no site, uma das garantias para se evitar a pedofilia.
Apenas nos últimos três meses, foram gerados mais de 3.422 grupos, das mais de 59 mil comunidades gerenciadas por usuários brasileiros, abordando diferentes temas. Entre as categorias preferidas estão: interesse geral (mais de 22 mil comunidades), música e bandas (mais de 8 mil comunidades), diversão (mais de 8 mil comunidades) e entretenimento e cultura (mais de 5 mil comunidades).
Desde restrições a fotos consideradas inadequadas aos perfis até a total retirada de postagens impróprias segundo os regulamentos do site, fizeram com que os usuários brasileiros começassem a visualizar a diferença entre o Sonico X Orkut.
Links indesejados, clonagem dos perfis, spams aos vários entre outros problemas são os pontos cruciais para a migração de inúmeros usuários do Orkut para redes como Facebook, Hi5 e o próprio Sonico.
Entrevista: ADNews em setembro de 2008
Até o momento o Google Brasil não se pronunciou oficialmente sobre a concorrência com a rede social argentina, no entanto, um pacote de upgrades no Orkut está sendo esperado ainda para este ano, com apoio dos desenvolvedores que ingressaram no projeto Open Source do Google, novos aplicativos, melhorias na interface e integrações com outros sites prometem “levantar a moral” que vem sendo abalada entre o público brasileiro.
Por outro lado, mesmo em ampla ascensão, o Sonico ainda terá muito trabalho para derrubar de vez a hegemonia do concorrente Orkut, afinal, não será do ‘dia pra noite’ que tamanha façanha poderá se concretizar, ainda mais se tratando do ‘gigante’ Google, segundo Rodrigo Teijeiro, sua rede busca suprir todas as deficiências apontadas pelos usuários em relação ao concorrente.
Imagem: Fachada da Fundação Cásper Líbero na avemida Paulista, 900
A pedido do grande mestre Marcelo Coutinho (Diretor de Tecnologia do IBOPE Intelligence) professor dos cursos de Pós-Graduação e Mestrado da Fundação Cásper Líbero, estarei hoje às 20h na sala Citibank no bloco de pós-graduação da entidade palestrando para os alunos da disciplina de Comunicação e Negócios na Era Digital.
Na ocasião, falarei sobre as redes Orkut, Facebook, MySpace, Linkedin, LastFM, Youtube, BlipFM, Twitter e a plataforma de redes sociais digitais Ning.com.
Aberta aos alunos, este é o segundo ano que tenho a alegria de ser convidado na casa, o projeto que já está sendo preparado para ser exibido em outras Instituições de Ensino, estará disponível para os alunos que enviarem um email solicitando a apresentação.
A Microsoft deu inicio a uma ação na internet buscando popularizar a sua rede social digital “Windows Live”, desenvolvida pela agência Gringo com parceria da agência Riot a ação conta com a participação do repórter do 'CQC' Felipe Andreoli, com a banda 'Lipstick', com o blogueiro Helton Kuhnen, com a DJ e promoter Lalai e o fotógrafo Daniel Mitsuo.
A dinâmica consiste basicamente em perguntas feitas por cada um dos convidados, com pistas escondidas em seus perfis no Windows Live, os usuários que acertarem algumas das perguntas primeiro, receberão prêmios.
Com vídeos depoimentos gravados pelos convidados, a Microsoft espera chamar a atenção do público quanto as suas melhorias no serviço, como também destacar as facilidades que a rede social promove entre os usuários.
A ação ainda não parece ter obtido notoriedade entre o público nestas primeiras semanas, ao que parece, deve ser uma das várias iniciativas da Microsoft para promover sua rede social digital.
Nestes últimos meses estamos acompanhando os diversos noticiários sobre os possíveis ataques de crackers e hackers aos sistemas de dados norte-americanos, antes apenas visto nos diversos filmes de Hollywood, agora acontecendo quase que diariamente.
A preocupação do governo ao que me parece, fora pretensiosa ao mesmo tempo em que se manteve durante anos na soberba, haja visto, que o próprio ataque as “Torres Gêmeas” sequer haviam sido questionados antes dos atentados em 2001. Por outro lado, o governo jamais admitira possíveis falhas no seu sistema de segurança nacional.
No entanto, fatos como o que ocorreram há quinze dias atrás, quando o “Pentágono” soube da invasão dos computadores que detinham os dados sigilosos da nova aeronave de caça F-35 do exército americano, ontem fora noticiado à invasão da rede das empresas de energia elétrica no país.
O alarme vermelho “soou” expondo a fragilidade da segurança nos E.U.A, motivando o apelo dos militares para a criação da futura sede de segurança digital do governo. A sugestão que já fora fomentada anos atrás ganhou força, prometendo realmente sair do papel nestas atuais circunstâncias.
O presidente Barack Obama no inicio do mês passado, discursou sobre a elaboração do seu plano de segurança digital, onde alguns pontos foram questionados, como por exemplo, a provável verificação de e-mails dos cidadãos norte-americanos, como também, o arquivamento de todos os dados cadastrais possíveis dos usuários nos diversos bancos de dados em provedores de acesso a internet.
Embora, se tratando do governo americano, alguns pontos parecem extravasarem o direito a liberdade de expressão e a segurança da privacidade das correspondências digitais, porém, se a onda de ataques continuarem, em sua maioria provindos da China, Rússia e Arábia Saudita, tudo nos leva a crer que realmente tais posturas intrusivas serão mesmo adotadas.
O que realmente me preocupa, é se a situação americana transpassará para outros países sobre o forte apelo da segurança nacional. Não é preciso ir muito longe, no Brasil a exemplo, tivemos há pouco tempo a forte pressão para a aprovação do projeto “Azeredo”, sobre estímulos forjados em cima da causa da “pedofilia na rede”, quando, no entanto, bancos, empresas fonográficas e grandes emissoras de TV deveriam se beneficiar caso o projeto fosse deferido na câmara do senado, posteriormente sendo finalmente aprovado pelo presidente.
Estaríamos realmente a poucos passos da ‘ideológica’ guerra cibernética entre os países, ou ainda, seria este um cenário propício para uma nova “espécie” de guerra fria? Acompanhe os próximos capítulos...
Imagem: Print de tela da Comunidade HHMOnline no Ning
Após completar sete edições o evento que reúne todas as “tribos” do universo online das agências de publicidade em São Paulo, o HHMOnline (Happy Hour do Mercado Online) conquistou definitivamente a credibilidade dos profissionais e promete quebrar o último recorde alcançado na quinta passada, onde foram contabilizados ao todo a participação de 500 pessoas, quando eram esperadas 300 no total.
A iniciativa que nasceu com o profissional de mídia Guilherme Loureiro, atualmente na Agência Click, surgiu de forma singela, mais precisamente entre amigos da antiga empresa onde trabalhava. Tudo deu tão certo, que a última edição, lembrando que acontece uma a cada mês, além do sucesso, ficou marcada pelo recente modelo, antes apenas um "happyhour" no barzinho, na última contou com atrações das bandas “Leela”, “Liga Z”, os DJs “Start” e “Guilherme Sanchez”, a festa rolou com direito a tacadas de golf no clube “Onne Golf”.
Imagem: Apresentação da Banda Leela no HHMOnline
Confesso que fiquei surpreso, além de rever alguns amigos do meio digital, pude conferir os resultados da estratégia feita por Guilherme, que através da rede conseguiu reunir centenas de profissionais em um único lugar.
Por e-mail, ele contou sobre o evento realizado e como surgiu toda a idéia, acompanhe um pouco: "Esse happy foi incrível, eu esperava mais ou menos umas 300 pessoas e a casa fechou com 500, teve gente que até ficou do lado de fora, teve gente que chegou e desistiu por causa da fila que estava formando dos carros, isso é ruim? Não, é simplesmente incrível o que era uma brincadeira que surgiu num bar ao lado de onde eu trabalhava, virou? Agora o que mais me satisfaz é saber que estão indo todas as tribos digitais, mobilers, mídias, veículos e por aí vai, esse Happy não é meu, é de todos nós!”
Hoje, o HHMOnline já conta com uma comunidade na plataforma Ning.com,você pode conferir no link http://hhmonline.ning.com/ . A comunidade que nasceu em abril deste ano, já tem mais de 550 membros cadastrados.
Ainda segundo Guilherme, “O HHMOnline não é apenas um momento para bebermos e jogarmos sinuca, é um momento para criarmos oportunidades, para fazermos contatos, conhecermos pessoas do mercado em que trabalhamos e esquecermos, nem que seja por algumas horas, das metas, dos planos, das entregas que temos a fazer... enfim, é um serviço a essa comunidade de Digitais!”
Aproveito para deixar os meus parabéns ao “Gui” e desejar ainda mais sucesso nas próximas edições, espero ver todos por lá.
Segundo informações do portal de notícias “IDG NOW” e no próprio site da universidade britânica “Birmingham”, a partir de setembro deste ano será inaugurado oficialmente a primeira especialização inteiramente voltada para o universo das ferramentas de redes sociais digitais até o momento.
Tudo indica que esta deve ser a postura das demais universidades de comunicação espalhadas pelo mundo. Uma vez que, cresce diariamente a notoriedade e o número de usuários adeptos das novas ferramentas digitais sociais, junto com os investimentos das empresas nas mesmas.
O curso foi todo planejado nos molds acadêmicos e se aprofundará na pesquisa dos fenômenos Twitter, Facebook, Bebo, podcasts e blogs.
No site, a universidade orienta os candidatos que após concluírem o curso, todos estarão aptos a se tornarem um consultor em ‘social media’, desenvolver estratégias de comunicação de baixo custo para organizações do terceiro setor, desenvolver projetos inovadores com mídias alternativas, contribuir para o desenvolvimento do setor de ‘social media’, entre outras afinidades.
A questão principal no meu ponto de vista, diga-se de passagem, tudo que é dito por quem quer que seja não deve ser encarado como uma máxima em um campo ainda totalmente desconhecido e cheio de incógnitas, fica a grande dúvida em relação à criação destas novas ‘modalidades’ de formação acadêmica. Isto é, por se tratar de mídias sociais digitais, onde só falar de cases de sucesso não nos traz muita coisa, tudo por que cada caso implica em uma respectiva solução, é preciso ainda ver com cuidado tais formações.
Se a “onda” se espalha pelo mundo, daqui a pouco além de vermos o surgimento de cursos sobre redes sociais digitais aos muitos, teremos o sério risco de visualizarmos o mercado profissional de amanhã, repleto de candidatos mal formados e com um “caderninho de receitas a tira colo” sobre como fazer redes sociais de sucesso na web. O que todos nós sabemos, não é bem assim na prática.
Por outro lado, o fato de se intensificar as pesquisas com o foco na análise e compreensão das mesmas deve sim ser encarado com bons olhos, pois, ao levantar diretrizes comuns entre as diversas ferramentas utilizadas até então, nos trará uma base de dados bastante considerável no bom uso e aproveitamento destas nos próximos anos.
No Brasil, algumas faculdades já estudam a possibilidade de formatarem graduações em mídias sociais digitais, no entanto, muitas ainda encontram dificuldades na elaboração de tais cursos quanto às normas do MEC.
A seguir, inseri o embed de um slide apresentado na 14º EWD feito pela agência “Frog” com a temática “10 coisas sobre redes sociais que aprendi ralando” via ‘slideshare’.
Enquanto alguns “juram de pés juntos” que o Brasil ainda não sentiu os efeitos da crise, os mais realistas não falam coisas tão otimistas assim. Sei o quanto é chato ficar falando em crise, mas, fingir que ela não exista é o mesmo que dar um “tiro no pé”. Ontem por exemplo, a economia americana registrou seu pior resultado nos últimos doze anos, e não é por menos, o grande termômetro são as agências de publicidade.
Não sou um dos dinossauros no mercado, porém, por trabalhar já há dez anos com comunicação, posso dizer que ando sim, um quanto preocupado com o cenário. Agências reduzindo custos, demitindo inúmeros profissionais, entre eles alguns conhecidos da labuta e claro, contas cortando seus budgets e em alguns casos, reduzindo-o a zero.
Não é um dos melhores ‘climas’ este ano, o pior é não termos de fato algo concreto em relação a real situação da economia mundial e para onde ela deverá caminhar. Mesmo sendo a economia um aglomerado de circunstâncias psicosociais, não me parece ser possível levantar um movimento prol boas “energias” e tudo mudar como em um manifesto.
A comunicação diz bem isso, no ano passado, a exemplo, o investimento publicitário na Internet praticamente foi igual ao da TV por assinatura, deixando uma amarga saudade, sem falar de quando seu crescimento superou os 44% em 2007, segundo os dados do Intermeios.
De lá para cá, vimos o fortalecimento das redes sociais digitais, e quando todos pensavam que finalmente estávamos próximos da “receita de bolo” sobre como ganhar valor sobre isto, descobrimos o quanto ainda está longe tamanha proeza.
Como já disse o mestre Marcelo Coutinho em sua coluna no “IDG NOW” na semana passada, “Na medida em que a Web vai se tornando um grande “arquipélago” de redes sociais (Orkut, Facebook, Linkedin, Twitter, etc), uma campanha bem concebida pode migrar entre os usuários de cada uma dessas comunidades, atingindo um volume de visualizações muito além da simples audiência de um banner ou link patrocinado. O conceito (“marketing de semeadura”) já foi bem explicado em um artigo da Harvard Business Review, e embora não seja simples de ser executado, possui um potencial que vai muito além do número de “impactos” ou GRP’s (medida de esforço de mídia) de uma campanha tradicional.”
Temos um enorme ponto de interrogação, onde os anunciantes tentam dar as respostas ao seu e nós, comunicadores, lutamos para respondermos o nosso. O fato é que, a comunicação está perdida em meio as tantas variáveis do mercado.
Algumas agências tentam provar com anúncios e discursos acalorados que a crise não as atingiu, outras mais modestas, prometem estarem lutando contra ela, e algumas neutras, ficam no “muro” esperando qual deve ser o rumo das coisas.
Onde todo mundo arrisca ou se encolhe, não vejo outro caminho que não seja analisar e compreender as atuais tendências, onde começou, quando e para onde estão indo. Também concordo com o ponto de vista levantando por Coutinho, quando ele citou que os hábitos dos ‘heavy users’ devem gradualmente “ganhar corpo entre a população conectada”.
Bem, detesto quando dizemos algo que parece soar como meramente falso acolhedor, ou ainda, transparece ser o tipo de consolo, “vai ferrar mais você sobrevive”, digo apenas que em outras situações semelhantes, quem soube enxergar o horizonte num todo, se posicionando corretamente, teve ao fim fôlego para sobreviver e colher frutos posteriormente quando a coisa se estabilizou. Fica aí o desafio, o resto é com certeza conversa ‘fiada’.
Com 6 milhões de usuários atualmente e com um crescimento de novecentos porcento em um ano, o Twitter realmente virou a “bola da vez”. Cobiçado por empresas, a ferramenta tem agitado o cenário das mídias sociais digitais no momento. Preocupado com a popularidade dos “twitters” pelo mundo, o site de relacionamento digital Facebook anunciou uma grande mudança em sua interface nesta semana.
Prevista para estrear oficialmente nesta próxima quarta-feira dia 11, a plataforma com cerca de 175 milhões de usuários promete disponibilizar mais agilidade e com atualizações em tempo real.
De acordo com o jornal britânico “The Times”, a nova página terá um campo com a seguinte pergunta “O que está passando pela sua cabeça?”, onde os usuários poderão postar links e até mesmo uploadar fotos e vídeos.
As atualizações instantâneas, também permitirão a criação de filtros, bloqueio a pessoas indesejáveis, restrição de atualizações de amigos entre outras coisas.
Outra novidade, é que agora o Facebook passará a atender empresas e figurões da web, oferecendo mais recursos. Tudo isso motivado ao grande sucesso que tem as contas de usuários como Britney Spears e Barack Obama no Twitter.
Confirmando uma “mudança filosófica” no Facebook, como disse o presidente Mark Zuckerberg ao “The Times” na semana passada. Ainda segundo ele, o Facebook está “buscando a convergência de todos esses diferentes tipos de pessoas no site”.
Até pouco tempo atrás, diversas pessoas sofriam com ofensas na internet e muitas delas não conseguiam punir os autores das mesmas. Não foi a toa que no Brasil o Orkut já foi considerado o “grande vilão da história” quando noticiados casos de calúnia e agressões morais em comunidades e perfis na rede social digital.
Denominado como “Cyberbullying”, as ofensas e agressões digitais ganharam uma maior atenção da mídia e do poder judiciário. Atualmente, práticas como essas já são julgadas e nos casos onde são identificados os autores, muitos são penalizados com multas e ações indenizatórias as vítimas.
Porém, o alarmante fica por conta do crescimento dessas práticas pelos adolescentes e jovens entre 18 e 30 anos. Onde, segundo a pesquisa da ONG Safernet, das 875 pessoas entrevistadas, 38% delas já afirmaram terem sofrido algum tipo de agressão pela rede. (Dados coletados na matéria publicada no dia 17 de fevereiro no jornal “Metro”).
No final do ano passado, o Google, administrador do Orkut, conseguiu ganhar a primeira causa envolvendo a empresa na acusação “de ser responsável pelos perfis identificados como agressores das vítimas de ciberbullying”. Abrindo uma jurisprudência sobre os demais casos já autuados pela polícia. No entanto, no Brasil, de um ano para cá, as regras e a atenção demonstrada pelo poder público tem sido mais criteriosa e objetiva.
Caso você identifique ou conheça alguém que esteja passando pelo problema, procure gerar alguns ‘prints’ de telas, emails e arquivos de conversas instantâneas para a devida comprovação do crime. Todo o material arquivado é essencial para a tal comprovação.
Mesmo com dois tópicos em pauta para postar, onde um deles é sobre o surgimento do Orkut no Brasil, realmente não consegui tempo suficiente até agora para sentar e por em ordem as minhas análises rascunhadas no meu bloco de anotações. Um dos motivos foi o convite e a confirmação de última hora para palestrar sobre Redes Sociais Digitais hoje na Faculdade Cásper Líbero.
A pedido do grande mestre Marcelo Coutinho (Diretor de Tecnologia do IBOPE Intelligence) professor dos cursos de Pós-Graduação da Fundação Cásper Líbero, estarei hoje às 19:30h na sala Petrobras do bloco de pós-graduação da entidade para os alunos da disciplina de Comunicação e Negócios na Era Digital.
No entanto, já estou preparando dois novos posts e irei me agendar para publicá-los ainda nesta semana. Um deles já adiantei no primeiro parágrafo desta postagem, o outro irá tratar de uma das minhas análises sobre os textos do autor Lawrence Lessig, onde o pensamento será em torno de uma das célebres frases retratadas por ele sobre o julgamento norte-americano dos irmãos “Causbys” em 1945 na Carolina do Norte, relatada no livro “Cultura Livre” traduzido no Brasil pelos alunos da Trama Universitário e publicado pela Editora Francis, 2005.
A frase dita pelo então juiz do caso foi “O bom senso se revolta com a idéia”. Bem, essa história tem tudo a ver com o conceito da ‘Cultura Livre’, tema de um dos próximos blocos do quadro “Comutação Verbal”.
Realmente, é um dos meus temas preferidos e modéstia parte, vale a pena conferir, ainda mais se você for um dos aficionados pela ‘cultura de rede’.
No contra-tempo.
Comunicação com uma pitada de design.
Willians de Abreu, formado em Design Gráfico, pós-graduado em Marketing e Comunicação Publicitária pela faculdade Cásper Libero.