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Friday, 28 November 2008

#2 Comutação Verbal - "As novas interfaces do jargão "Web 2.0" podem estimular até que ponto a participação dos usuários?"




(por Julius Wiedemann)

Eu acho que mais que a participação dos usuários, a web 2.0 tem de ser um conector entre todos que estão na rede.

Recentemente a revista The Economist (edição de 11 de Outubro de 2008) publicou uma matéria sobre as revoluções tecnológicas que chegam tardias, tais como o paperless office, o carro elétrico ou a vídeo call...

E apontou três motivos básicos: um de ordem social (paperless office, que parece agora estar acontecendo; depois de um aumento no consumo de papel por mais de 2 décadas, o consumo esta caindo desde 2001 em escritórios, por conta de uma nova geração de trabalhadores), outro de ordem tecnológica (como a banda larga em celulares necessária para se poder usar vídeo call), e o último por conseqüência de um choque externo (caso dos carros elétricos que pela questão do meio ambiente estão sendo agora necessários).

Bom, tudo isso pra dizer que a Web 2.0 se encaixa na primeira categoria, e sua influência nesta transformação.













A blogosfera brasileira os agradecem!



0713

Wednesday, 19 November 2008

#2 Comutação Verbal - "As novas interfaces do jargão "Web 2.0" podem estimular até que ponto a participação dos usuários?"



Esse é o segundo quadro do ‘comutação verbal’, e sem dúvida, é muito bom contar com a colaboração dos nobres que gentilmente estão compartilhando suas observações neste espaço. A seguir, acompanhe os relatos de Pedro Cabral (CEO – AgênciaClick e Presidente Isobar América Latina) cordialmente encontrou um ‘espaço’ na sua agenda, já na próxima semana é vez de Julius Wiedemann (Editor Chefe da Editora Taschen – Cambridge, UK), e que me permita, veterano nesta blogosfera, já participou algumas outras vezes também, a blogosfera brasileira os agradecem!



(Por Pedro Cabral)



Web 2.0 e a participação das pessoas.

A chamada web 2.0 tem como principal característica a postura participativa. As pessoas se deram conta de que a atitude passiva é pouco pra sua própria inquietude e optam por protagonizar a cena.

Claro, esta postura de protagonista pode se dar com intensidades diferentes. Existem aqueles que criam os movimentos, os que propagam e os que observam e simplesmente comentam ou endossam. Mas o fato é que quase ninguém mais fica passivo diante das questões públicas, das histórias, dos produtos que consome, da vida dos amigos ou da vida alheia.

Neste cenário novo o tempo de cada um de nós passa a ter um desenho próprio e único. Não existem mais pessoas com comportamento midiático padrão! Cada indivíduo passa a ter o comportamento de mídia (uso dos meios) dos seus interesses vigentes mais vivos e presentes. Certamente o “campeão de audiência” do Carlinhos é a página do Orkut da Juliana, a garota por quem ele está apaixonado hoje. Assim como a Juliana pode estar passando a maioria do seu tempo entre conversas no Messenger e no seu celular, enquanto sua mãe 20 anos atrás gastava este tempo babando a figura do Antônio Fagundes nas novelas.

A comunicação ficou mais fácil. Revelar-se ficou mais fácil. Conhecer o outro também. Conectar-se, sem dúvida. E, mais interessante, ficou também mais popular. Que os jovens já tratam a TV como apenas mais um ruído de background num processo de time sharing com Messenger, celular, videogames e videos on demand, não temos dúvida. Isto já aparece até nas novelas da TV.

Mas o que pouca gente tem visto no meio publicitário é a classe C altamente engajada e conectada através da internet. O mercado publicitário ainda usa a desculpa de que a internet ainda é coisa de elite, enquanto quase 60 milhões de brasileiros já estão nessa!

Gostaria de compartilhar com vocês dois vídeos:

1- Um papo com o jovem Matheus de 16 anos.
2- Um papo com uma família que se vira pra viver melhor usando a internet em Paraisópolis.


Acho que isso é a cara do que está acontecendo agora no Brasil.




#Reclame - Papo com Matheus:






#Família da Comunidade de Paraisópolis:








0713

Tuesday, 11 November 2008

Na próxima semana: #2 Comutação Verbal







Temática em pauta de discussão:



"As novas interfaces do jargão "Web 2.0" podem estimular até que ponto a participação dos usuários?"



Com as participações dos nobres Pedro Cabral (CEO – Agência Click) e Julius Wiedemann (Editor Chefe da Editora Taschen – Alemanha).





Fique atento e confira na próxima semana o que eles irão dizer no Comutação Verbal. Aguarde!







Wednesday, 22 October 2008

#1 Comutação Verbal – Final: "Nossos dados estão bem guardados digitalmente?"




(por Sérgio Amadeu)


"TEIAS DE DADOS EMBARAÇAM A NOSSA PERCEPÇÃO"


Por onde começar? A guarda dos dados na rede das redes podem ser analisados sob diversos aspectos.

Primeiro, o do ponto de vista do controle. A partir do momento que temos as diversas possibilidades das arquiteturas descentralizadoras e distribuídas do IP convivendo com uma estrutura altamente hierarquizada do DNS, vivemos uma situação de permanente disputa entre a opacidade da comunidade do controle e a navegação trasnparente da maioria dos internautas. Alguns dados nascem da nossa navegação e são crescentemente valiosos para o capitalismo cognitivo, para a análise e definição de padrões de comportamento. Outros são dados que geramos para os mecanismos de busca todas as vezes que queremos encontrar algo a partir deles. Sem dúvida, é preciso garantir o anonimato de todas as maneiras na comunicação em rede, do contrário teremos nossa privacidade e nossa liberdade de observação e navegação completamente tutelada e acompanhada pelos bots vigias, pelos provedores de acesso, conexão e gatekeepers da busca.

Segundo, do ponto de vista de nossos arquivos armazenados digitalmente. Uma parte dos nossos dados foram guardados em formatos proprietários, mantidos por uma única empresa. O que acontecerá daqui a dez anos quando quisermos abrir um velho arquivo? Estaremos nas mãos de empresas de software proprietário que descontinuam seus produtos e alteram formatos exatamente para aprisionar seus clientes e os obrigarem a adquirir novas versões do software. Qual a saída? Sem dúvida alguma, utilizar padrões abertos, desenvolvido colaborativamente, não-proprietários, não-patenteados, que possam garantir que seus formatos poderão ser utilizados por quaisquer aplicativos independente da empresa ou coletivo que o desenvolveu. Por isso, considero necessário esclarecer a importância estratégica do ODF (Open Document Format).

Terceiro, um livro dificilmente não pode ser encontrado mesmo estando esgotado. Uma biblioteca inteira também não pode ser destruída a não ser em caso de um grande incidente. Mas vários sites desaparecem de um dia para outro e portais são retirados dos servidores sem o menor aviso prévio. O projeto Archive tenta manter parte da memória que estamos perdendo no cenário digital. Mas ele é insuficiente. Quando o Poder Público muda de gestão, em geral, altera-se os sites e ao invés de mantê-los em arquivos (inclusive design) para consulta em uma área específica, simplesmente o novo gestor desaparece com muitos dados. Os portais públicos ainda não são considerados documentos públicos, somente os dados que estão impressos em papel é que geram processos criminais ao serem destruídos. Interessante como é complexa a manutenção da memória no mundo digital.

Quarto, a metalinguagem digital permite que uma série de dados sejam reunidos e multiplicados sem desgaste de suas bases de dados originais. Isto deveria ser explorado, permitindo novas experiências e cruzamentos que podem ser realizados pela exploração de modelos de computação distribuída, tal como o BOINC. Boa parte dos dados devem ser disponibilizados para as práticas recombinantes, que sem dúvida é a melhor forma de garantir utilidade criativa a sua existência nesse mundo do Petabyte e do Exabyte. Mas, essas questões e outras que passam pela hipótese do armazenamento holográfico de dados ficam para posts futuros.



Sérgio Amadeu da Silveira
Professor do Mestrado da Faculdade Cásper Líbero
Ativista do Software Livre














Deixo aqui os meus agradecimentos para os dois nobres convidados que cordialmente colaboraram com a blogosfera brasileira compartilhando suas observações aqui.

Não percam as próximas postagens, até lá.







0713

Wednesday, 15 October 2008

#1 Comutação Verbal – Parte II: "Nossos dados estão bem guardados digitalmente?"




Leia a primeira parte deste post aqui:


(por Bruno Rodrigues)


• Não sabemos o que é Conhecimento

A produção de Conhecimento ainda vive seus primeiros momentos. De que serve uma 'teia' de informações se o que fazemos é apenas consultá-las, como em um grande arquivo?

Poucos são os que retornam à web para registrar a modificação que ela fizeram em suas vidas, seja em um fato corriqueiro do dia-a-dia ou em uma guinada de vida. Ou seja, a participação do cidadão comum ainda é pouca como a vemos hoje; não é subindo vídeos pessoais para a Rede, criando galerias de fotos ou ajudando a pautar ou comentar matérias jornalísticas que tornaremos a internet em algo realmente 'orgânico'.

Talvez a grande lição desta discussão esteja em perceber que a 'teia' de verdade está em nós, no Conhecimento que produzimos a cada Informação que colhemos, nas experiências que vivemos e trocamos, no que de transformador há no Saber - a saída está em cada uma de nossas mentes, portanto.

Tomara que ainda tenhamos tempo para aprender com o que construímos e notar que utilizar a nós mesmos como o maior repositório de Conteúdo que a Humanidade, em qualquer tempo, poderia sonhar, é a saída para o futuro e a Informação Sustentável.


Bruno Rodrigues:
Especialista em Informação para a Mídia Digital
Autor de 'Webwriting - Redação & Informação para a Web'
Coordenador da Pós-Graduação 'Gestão em Marketing Digital'(DIG 1) das Faculdades Integradas Hélio Alonso (RJ)
http://bruno-rodrigues.blog.uol.com.br/
http://www.twitter.com/brunorodrigues






Na próxima semana:
É a vez de conferirmos as observações do professor Sérgio Amadeu no Comutação Verbal.













0713

Wednesday, 8 October 2008

Estréia: Comutação Verbal - "Nossos dados estão bem guardados digitalmente?"



Olá, este é o nosso primeiro quadro do bloco “Comutação Verbal”. Onde tenho o grande prazer de discutir os assuntos relacionados ao Cibermundo com a opinião de vários profissionais e mestres brasileiros que estão atualmente no País ou fora dele. Quero desde já agradecer aos diversos convidados que gentilmente aceitaram o convite de exporem suas opiniões nesta blogosfera. E o resultado disto tudo, será as várias reflexões sobre os mais diversos temas do mundo digital. E para começar bem o bloco, a estréia será com a participação de Bruno Rodrigues (Especialista em Informação para a Mídia Digital) e Sérgio Amadeu (Ativista do Software Livre). Tenham todos uma boa leitura, lembrando que ao todo serão quatro postagens, sendo uma por semana. Até a próxima.


(por Bruno Rodrigues)

Podemos confiar tanto na internet?

Estamos colocando na Rede tudo o que produzimos durante milênios como forma de armazenamento, concentração do saber e facilidade de acesso ou a aceitamos como um real ciberespaço, como ele estivesse ali sempre, como nossa própria atmosfera? Se nem nela confiamos mais, e há décadas lutamos com fervor para perpetuar o ar que respiramos, o que dizer do que pensamos, produzimos e registramos? Há ingenuidade em nossa atitude, sim. É preciso que tentemos pressentir de onde virá o perigo, por mais science fiction que pareça.

Há alguns pontos a observar, portanto:

• Sofremos da Síndrome do Século XX

É bom apresentá-la: a imensa maioria dos que vivem neste início de século é filha do século XX e, portanto, confia em excesso em si mesma. Vivemos duas grandes guerras como jamais o mundo vira. Assistimos, maravilhados, a tecnologia levar o homem à Lua e criar o microcomputador. No apagar dasluzes, já éramos amantes da internet e escravos do celular. Tínhamos nossos defeitos, mas quem superaria o século da penicilina? Somos produto da Era que se achou o ápice da evolução, aquela que apontava para o futuro como uma conseqüência do que já foi feito, apenas. Será? Veio o 11 de Setembro e ficamos quase isolados, a internet a cambalear. A barbárie está a 300 anos daqui, ou basta um ruído no tempo para os anos que faltam ser contados nos dedos?

• Não sabemos armazenar Conteúdo

A internet me parece algo frágil, o Saber da Humanidade sendo fragilmente, perfeita como alvo. Mesmo sabendo da capacidade regeneração que tem a informação posta na Rede - se um computador some daqui, há outro acolá para acessá-la, e multiplique esta ação por milhões, em caso de perigo -, ainda assim contamos com a energia elétrica. A web é o primeiro repositório de informações onde sua permanência depende de um fator externo, ao mesmo tempo responsável por sua existência e seu extermínio. Fosse assim com o papel, ainda estaríamos na Pré-História.


Bruno Rodrigues:
Especialista em Informação para a Mídia Digital
Autor de 'Webwriting - Redação & Informação para a Web'
Coordenador da Pós-Graduação 'Gestão em Marketing Digital'(DIG 1) das Faculdades Integradas Hélio Alonso (RJ)
bruno-rodrigues.blog.uol.com.br
www.twitter.com/brunorodrigues






Continua...













0713

Monday, 29 September 2008

Estréia: Comutação Verbal, coming soon!








Eles irão falar sobre os desafios do cibermundo, dizer o que pensam e tudo que não esperam acontecer. Comutação verbal, entende?







o resto é ...

Monday, 15 September 2008

Estréia: Comutação Verbal, coming soon!







Eles irão falar sobre os desafios do cibermundo, dizer o que pensam e tudo que não esperam acontecer. Comutação verbal, entende?






o resto é ...