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Tuesday, 1 September 2009

Sua girafa será uma em um milhão?


Imagem: Via site One Million Giraffes


Ola Helland e seu amigo Jørgen fizeram uma aposta. Ola disse que "conseguiria coletar 1 milhão de girafas até o final de 2010", e Jørgen duvidou.

O site tem recebido girafas de tudo quanto é espécie. Para participar, há apenas 3 regras: espalhar para outras pessoas, a girafa não pode ser criada no computador e nem comprada.



Imagem: Via Twitter One Million Giraffes


Por quê? Há alguns motivos. Um deles questiona: é assim tão complicado colocar o computador de lado por alguns minutos? A proposta é ter um momento para criar algo com as próprias mãos, que se possa sentir, tocar e segurar.

Comprar uma girafa também anularia todo esse processo. Pessoalmente, estabeleço um outro paralelo: o ato de presentear. Este projeto não trata disso, e não é preciso voltar mais de um século pra se constatar isso - presentear alguém envolvia produzir um bem para dar a outra pessoa, fruto do esforço criativo individual de quem presenteará.

E como é interessante, a partir deste projeto, concluir as façanhas que podem ser feitas pela internet! Dois amigos fazem uma aposta, sem quaisquer fins comerciais. Em 82 dias, conseguem espontaneamente mais de 200 MIL girafas.



Imagem: Via site One Million Giraffes


Bacana também é conferir no site milhares de formas de se conceber uma girafa. De palitinho, katchup, areia, sorvete, sombra, matemática, cabelo, caça-palavras, pés e dedos...

Agora que o projeto adquiriu consistência - o maior propósito de toda rede social, Ola tem de conseguir mais 700 mil girafas. E o prognóstico é bastante positivo: se continuar surgindo esta média de 2.500 girafas por dia, no meio de 2010 haverá 1 milhão!


No Facebook - quase de 12 mil fãs


Juliana Mendes
Publicitária trabalhando atualmente no Brasil, na agência Age em São Paulo. Convidada da blogosfera Willpubli.







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Friday, 14 August 2009

Atores, diretores e cineastas, abertas as inscrições para o Cine Mube – Vitrine Independente.


Imagem: O diretor de conteúdo e produtor é Felippe Canale


"O Cine MuBE – Vitrine Independente é um festival de cinema que preza pela pluralidade, sem tema definido, vale tudo, desde um documentário sobre as formigas da sua cozinha até a filmagem do bar mitzvah do seu primo. É claro que se tiver a preparação de atores da Fátima Toledo ou estética do Akira Kurosawa, conta mais."

Em sua 1ª edição que acontece dia 19 de Setembro, o evento será a vitrine para os cineastas independentes exibirem suas obras. Os filmes vencedores são eleitos por uma comissão e os ganhadores recebem o Troféu CINE MuBE, criado pelo artista plástico Eduardo Werneck.

O público também participa na escolha, decidindo quais filmes devem ser divulgados no blog Novas Baianas (http://www.novasbaianas.com/) e no site Cineminha do Portal UOL (http://www.cineminha.com.br/)

Em entrevista para a blogosfera Willpubli, Felippe Canale diretor de conteúdo e produtor do evento disse que “A iniciativa surgiu da Renata Junqueira, diretora de assuntos internacionais do MuBE. Ela me disse que o MuBE estava querendo abrir um espaço para o cinema.”

“A partir daí nos reuniamos em finais de semana e madrugadas para elaborar todo o projeto. Como a verba era pouca (nenhuma), eu mesmo escrevi o roteiro, dirigi e atuei no video de divulgação. Também escrevi os textos do site. Até as fotos de divulgação é a minha cara que estampa a Branca de Neve, Wally e outros personagens do video.”

“Fomos juntando pessoas com interesse em democratizar a arte (diretores de arte que fizeram os layouts, o curador Christian Petermann e outros). Nenhum de nós recebeu cachê e mesmo assim decidimos que as inscrições deveria ser gratuitas. Fizemos tudo através de parcerias.”

O curador do CINE MuBE – Vitrine Independente é Christian Petermann, critico e colunista de cinema do Guia da Folha de S. Paulo, revista Rolling Stone, Júnior, entre outras.

Felippe, já fez algumas peças de teatro e um seriado para a TV Futura, atualmente trabalha como redator publicitário. As últimas produções que realizou foram pro São Paulo Fashion Week, edições de inverno e verão de 2007. “Eu produzia os desfiles da sala do MAM. Além disso, já trabalhei na Cinemateca e isso estimulou meu interesse em potencializar as produções nacionais, abrindo espaço para elas serem divulgadas.”

Seguem as categorias participantes:
• filme de longa metragem até 120 minutos (digital)
• filme de média metragem até 60 minutos (digital)
• filme de curta metragem até 20 minutos (digital)
• filme de curta metragem até 1 minuto (digital)
• filme de curta metragem até 5 minutos (feitos por telefones celulares).

Mais informações pelo site: http://www.cinemubevitrine.com/





A blogosfera Willpubli apóia o CINE MuBE – Vitrine Independente, participe ou divulgue você também.




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Monday, 20 July 2009

Chega a São Paulo o 17º Festival Internacional de Animação do Brasil.




O Anima Mundi, um dos maiores eventos de animação do Mundo começou na semana passada no Rio de Janeiro, e agora traz centenas de trabalhos para São Paulo nesta semana. Com a presença já confirmada de Linda Simensky no “Anima Forum”, a diretora sênior de programação infantil da TV Americana, apresentará uma sessão especial de 4 episódios de séries de animação, ainda falará sobre tecnologia de produção, conteúdo e narrativa.

O evento que já ganhou destaque oficial entre os amantes e profissionais das animações comemora sua 17ª edição com palestras e workshops, entre os convidados também está o animador e roteirista da LAIKA, Mike Cachuela que irá ministrar um curso sobre como criar um filme de animação profissional.

Com a exibição de mais de 300 filmes, o evento promove um intercâmbio de produção entre diversos países como, Alemanha, Espanha, Polônia, Austrália, Bélgica, Itália, França, Holanda, Canadá, Bulgária, Chile, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, Irlanda, Hungria, Israel, Japão, Letônia, México, Portugal, Inglaterra, República da Coréia, República Theca, Rússia, Suécia, Suíça, Taiwan, Turquia, Ucrânia e Brasil.

Tanto no site como no blog do evento, você pode conferir todas as últimas noticias como também os trabalhos que foram escolhidos entre o júri popular.

O Anima Mundi começa neste próximo dia 22 e irá até o dia 26 de julho aqui em São Paulo, no Rio, o evento aconteceu entre os dias 10 e 19 deste mês.

Os diretores do Festival, Aida Queiroz, Cesar Coelho, Léa Zagury e Marcos Magalhães, acreditam que assim como nas edições anteriores, este ano o Anima Mundi deverá superar novamente recordes de público.

O Festival será realizado no Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade 664, Barra Funda, São Paulo, SP) e CCBB (R. Álvares Penteado 112, São Paulo, SP). Confira o mapa de acesso aqui.

Os Ingressos Antecipados para ANIMA MUNDI em SÃO PAULO serão apenas para as sessões do Memorial da América Latina através do site Ingresso Rápido.

Confira mais nos links a baixo:
Site do Festival – Blog AnimaMundi – Blog Animação S.A. - Twitter




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Tuesday, 16 December 2008

#remix2 - Mickey Mouse: o clássico exemplo de copyright


Imagem destorcida propositalmente. A original é protegida por direitos autorais.

Continuando o meu #remix com algumas análises que fiz sobre uma das obras do autor Lawrence Lessig . No livro “Cultura Livre”, o autor relata a importância da liberdade na rede, fala sobre a pirataria, como também os perigos do controle atualmente defendido no mundo todo por grandes empresas e órgãos governantes. Hoje irei falar sobre um dos principais exemplos de copyright no mundo, lembrando que todo o conteúdo desta blogosfera é liberado por uma licença Creative Commons , esteja a vontade para compartilhar os textos na rede.


(Análise 2/2)

Mickey Mouse: o clássico exemplo de copyright

Os desenhos da Disney sempre foram repletos de enredos ricos, cheios de personagens de diversos filmes clássicos em voga na época. Os primeiros trabalhos eram feitos com imitações e pequenas variações de temas populares, novas versões de histórias antigas, foi sem dúvida à chave do sucesso para a Disney. E acredite, a grande maioria deles sequer foram pagos direitos autorais, até porque a lei estadunidense de certa forma ajudou este processo.

Nesta época, ou seja, em 1928 o domínio público tinha como duração média de copyright apenas 30 anos, e isso para o farto material do século XIX que estava protegido, praticamente todos já haviam prescrevido seus direitos autorais. Desta forma, estavam livres para os criadores dos desenhos animados.

De 1970 até 1978, a média de tempo para os direitos autorais nunca foi maior que 32 anos, segundo ao autor, isso significava que a “maior parte da cultura de uma geração e meia antes era livre, para servir de base a qualquer um sem a permissão de ninguém*”.

O que corresponderia nos dias atuais, que as obras das décadas de 1960 e 1970 estariam liberados para que o próximo Walt Disney pudesse também utilizá-los sem nenhuma preocupação.

Porém, o que vemos hoje é o cúmulo de personagens dos quadrinhos como o famoso Mickey Mouse, conhecido por diversos adultos que tiveram suas infâncias repletas por este personagem entre outros, impossibilitados de recombinarem novas histórias através dos mesmos. Tudo por que, a lei estadunidense mudou, “Em 1998, representantes da Walt Disney Company foram a Washington bastante preocupados. Acontecia que os direitos de uma curta de 1928 chamado ‘Steamboat Willie’, que estrelava um rato que depois se chamaria ‘Mickey Mouse’ iriam expirar em 2003, junto com outros personagens como Pluto, Pateta e Pato Donald. Mas a Walt Disney Company obviamente não achava que teve tempo mais do que suficiente para usufruir das criações do seu fundador e tratou de ampliar a vigência do copyright para mais alguns anos. Assim, a lei ‘Sonny Bono Copyright Term Extension Act’ (apelidada de ‘Mickey Mouse Protection Act’) acabou conseguindo mais 20 anos de proteção – de 75 para 95, um absurdo se comparada à média mundial de 50 anos**”.

Em poucas palavras, o que a Walt Disney pode usufruir no passado, ela sequer pensou no direito dos cidadãos de todo o mundo, impossibilitando praticamente durante um século todo que suas obras pudessem servir de estímulo a novos criadores, atravancando de maneira medíocre e injustificável todo o processo do uso-justo, este bastante pontuado pelo autor.

Posso concluir o quanto é prejudicial às condutas de controle da rede sugeridas ou impostas por governantes e empresas interessadas em manter seus atuais modelos de negócios. Ainda, fica constatado que a luta e defesa da liberdade na rede deve se arrastar por anos, tendo em vista a tamanha complexidade que a questão engloba.

Lessig sem dúvida, além de “ícone” da causa, também ilustra o seu conhecimento sobre as questões apresentadas, demonstrando analogias claras sobre os perigos do controle imposto pelas instituições aqui descritas.

Seu engajamento também serve como estímulo para todos os cidadãos empenhados na defesa dos direitos do uso-justo na internet e as novas atribuições atreladas às novas tecnologias.

Por fim, somente um levante mundial poderá em algum determinado momento mudar o atual panorama que tende a apoiar como insiste em práticas esdrúxulas para implementar tal controle. Todas estas, angariadas na sua maioria pelos órgãos governantes.


Fim.




Obra Consultada:
Lawrence Lessig: Obra “Cultura Livre”, ‘Como a grande Mídia usa a Tecnologia e a Lei para bloquear a Cultura e Controlar a Criatividade’, Edição traduzida por voluntários do projeto “Trama Universitário”, São Paulo, 2005”” distribuída por uma creative commons2 (Atribuição-Uso-Não-Comercial 1.0).


*Texto extraído em trecho disponível na obra do autor Lawrence Lessig “Cultura Livre”, material já citado no inicio desta análise e originado no capítulo 5: “Criadores”, página nº 47.

**Texto extraído em trecho disponível no site “Webinsider” escrito pelo autor Alvaro de Castro, publicado em 11 de outubro de 2002. Visualizado no link: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2002/10/11/copyright-95-anos-e-demais/







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Wednesday, 10 December 2008

#remix - "Pirataria: o uso incorreto e a indistinção da lei"



Olá caros leitores, estou chegando próximo dos meus ‘sagrados’ dias de folga no fim de ano. Que, aliás, são mais que merecidos, depois te toda a correria que tive nestes meses. Bem, vou aproveitar estas últimas semanas antes da blogosfera “willpubli” entrar de ‘férias’ por alguns dias para compartilhar algumas análises que fiz sobre uma das obras do autor Lawrence Lessig. A temática é de grande interesse para todos os usuários da rede. No livro “Cultura Livre”, o autor relata a importância da liberdade na rede, fala sobre a pirataria, como também os perigos do controle atualmente defendido no mundo todo por grandes empresas e órgãos governantes. Aproveite a leitura e claro, compartilhe na rede, lembrando que todo o conteúdo desta blogosfera é liberado por uma licença Creative Commons, ao todo serão três textos.



(Análise 1/2)


Pirataria: o uso incorreto e a indistinção da lei

Em todo o mundo, o uso do termo Pirataria vem ganhando uma notoriedade espantosa, podendo dizer que após o Napster nunca se fora tão questionado diversos hábitos na rede entre eles o de baixar músicas na rede.

Muitas gravadoras, em sua maioria americanas reivindicam seus direitos sobre as mais variadas obras, sendo que o próprio país americano em seus primeiros 100 anos de existência sequer respeitava tais direitos de obras estrangeiras, dado este citado pelo autor. Como será publicado na próxima semana (Mickey Mouse: o clássico exemplo de copyright).

Mas não podemos falar de Pirataria sem antes compreendermos melhor o uso do termo. Vejamos, as campanhas que abordam a temática, sugerem exaustivamente que você não pode, por exemplo, entrar em uma biblioteca e levar um livro sem autorização ou que tenha feito à devida compra do mesmo. Claro que isto, ou seja, levar um livro sem autorização, acarreta em uma unidade a menos na prateleira, logo, temos uma apropriação indevida como também um ato ilegal.

Já no caso dos downloads de MP3s na internet, a situação em nenhum momento pode ser classificada como a mesma citada acima. Isto é, ao baixar uma cópia de uma faixa, você não a retirou e nem tão pouco impossibilitou que outro usuário também compartilhasse o mesmo arquivo, pelo o contrário, o mesmo conteúdo baixado por você ainda continua no mesmo local e disponível para os outros usuários.

Temos aí, uma situação inversa ao verdadeiro significado da palavra Pirataria, que por sua vez é classificada como “roubo ou extorsão”. Logicamente, em nenhum momento o autor defende qualquer conduta que desrespeite os termos de copyright sobre as obras, e sim, discute o entendimento errado por parte das empresas e instituições jurídicas. Ainda segundo o autor, podemos classificar a ambigüidade atribuída à pirataria como “a mecânica da pirataria do intangível é diferente da mecânica da pirataria do tangível1”.

Lessig, específica quatro classificações para os usuários que se enquadram no suposto crime de pirataria, são elas:
A)Usuários que baixam em vez de comprar;
B) Aqueles que usam as redes p2p para ouvir uma amostra da música antes de comprá-la;
C) Os que usam para ter acesso a conteúdo protegido ou que não esteja sendo mais vendido;
D) Usam p2p para acessar conteúdo sem copyright e cujo dono quer distribuí-lo gratuitamente.

Um outro exemplo que poderíamos citar sobre uma relação um tanto quanto curiosa e que já foi vista em diversos outros casos, é citado pelo autor como talvez um possível álibi, o de que a pirataria possa ajudar o titular do copyright. Ele cita como exemplo que quando os chineses “roubam” o Windows, “isso os torna dependentes da Microsoft”.

A Microsoft perde o dinheiro que poderia ser ganho com a venda dos programas pirateados, mas em troca tem cada vez mais um maior número de usuários acostumados ao seu mundo. Uma vez que, ao invés de piratear o sistema operacional Microsoft Windows, os chineses optassem pelo GNU/Linux, por conseqüência não seria comprado produtos Microsoft. Sendo claro, sem a pirataria a Microsoft sairia perdendo.

O que preocupa as grandes empresas, entre elas os diversos monopólios do mercado, é que a maneira de negócio mudou e mudou muito rápido. Muitas lutam com unhas e dentes para protegerem os modelos que mais as favorecem, para isto utilizam-se das maneiras mais ‘tenebrosas’ para controlarem seu market share.



Obra Consultada:
Lawrence Lessig: Obra “Cultura Livre”, ‘Como a grande Mídia usa a Tecnologia e a Lei para bloquear a Cultura e Controlar a Criatividade’, Edição traduzida por voluntários do projeto “Trama Universitário”, São Paulo, 2005”” distribuída por uma creative commons2 (Atribuição-Uso-Não-Comercial 1.0).







Continua...





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