O presidente Lula prestou publicamente sua solidariedade ao fundador do Wikileaks, Julian Assange, nesta quinta-feira no início da tarde em Brasília.
Ao contrário da maioria dos outros Chefes de Estado no mundo, Lula ainda pontuou que “o rapaz foi preso e não estou vendo nenhum protesto contra a liberdade de expressão”, pediu ainda, para que fosse publicado no Blog do Planalto o primeiro protesto oficial do governo a favor da “Liberdade de Expressão na Internet”.
Outro comentário que possivelmente possa gerar polêmica com o governo norte-americano foi quando o presidente ressaltou que desconhece se seus embaixadores também enviam esse tipo de mensagem, como os diplomatas americanos, e alertou a presidente eleita Dilma Rousseff para que avise seu ministro (das Relações Exteriores) que “se não tiver o que escrever, não escreva bobagem, passe em branco a mensagem”.
Confira mais no post publicado agora a pouco no Blog do Planalto, acesse aqui.
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Thursday, 9 December 2010
Presidente Lula presta solidariedade ao Wikileaks.
Tuesday, 17 August 2010
O fim da memória curta após as eleições. Conheça o projeto “Eu Lembro”.

Imagem: Site "Eu lembro" - WebCitizen
Pensando em acabar com o velho problema já conhecido dos brasileiros, uma rede social foi criada para auxiliar a memória curta dos eleitores.
Lançado recentemente, o projeto “Eu Lembro” desenvolvido pela WebCitizen, a mesma empresa que criou outro projeto bem bacana o “Vote na Web” (leia mais) resolveu mensurar e organizar tudo o que é falado, comentado e postado na rede sobre cada candidato nas eleições 2010. Nele você pode criar seu perfil, definir em qual candidato deseja votar e ainda acompanhar seus passos na campanha.
O projeto também exibe gráficos com métricas sobre a audiência positiva ou negativa de cada candidato, catalogando vídeos, tweets, comunidades na rede, links e entrevistas. O curioso, é que enquanto as pesquisas apontam na TV e no rádio a candidata a presidência da República Marina Silva na terceira posição na intenção de votos dos brasileiros, na web ela vem despontando na frente dos concorrentes.
Imagem: Site "Eu lembro" - WebCitizen
No site do projeto, por exemplo, Marina já acumula 70% de apoio, contra 55% a favor do candidato José Serra e para espanto, a margem surpreendentemente negativa da candidata Dilma Rousseff com 63% de percepção contrária na rede.
Logicamente que assim como nas pesquisas, o projeto “Eu lembro” não representa em definitivo o resultado da eleição, no entanto, seus gráficos coincidem com levantamentos de outros institutos que monitoram a internet e apontam índices parecidos de aceitação em relação a candidata Marina.
Fica a dica para não esquecer mais em quem votou, acompanhe o seu candidato. Clique aqui.
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0713
Thursday, 14 January 2010
# Post Solidário – Help Haiti

Imagem: Destruição no Haiti (via: boston.com "The Big Picture")
Dedico este post para as vítimas do pior terremoto já registrado na história triste dos haitianos que sofrem com tanta destruição naquele país.
Com uma magnitude de 7 graus na escala Richter, o Haiti na terça-feira passada, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília) passou por seu pior acontecimento, o que já é considerado pelo órgão do Serviço Geológico Norte-Americano o mais forte nos últimos 200 anos da ilha.
Imagem: Destruição no Haiti (via: boston.com "The Big Picture")
Com o epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, assistimos pela TV e pela web, cenas lamentáveis de destruição, morte e horror jamais vistas.
É realmente uma pena, um povo tão sofrido quanto, que já passou por inúmeros conflitos armados, golpes de estado e a mortandade que assola aquela população gerada por toda a miséria e ganância que vivemos nos dias atuais, fica algo inexplicável, o porquê de tanto sofrimento.
Infelizmente, este singelo post não aliviará as dores daquele povo, nem tão pouco, os ajudará neste novo recomeço. Mas, ao menos, fica o registro dos meus sentimentos de solidariedade assim como, os votos de apoio e benevolência.

Imagem: Destruição no Haiti (via: boston.com "The Big Picture")
Que deus possa dar força aos sobreviventes e logicamente, confortar o coração dos que perderam seus entes queridos.
Também aproveito para enaltecer os bravos soldados brasileiros em missão de paz, que desde 2004 se tornaram peças fundamentais na reconstrução da cidadania e soberania daquele país.
Ainda segundo informações do governo brasileiro, o Brasil anunciou o envio de US$ 15 milhões para ajudar a reconstrução do Haiti, e a doação de 28 toneladas de alimentos e água para a população. A Força Aérea Brasileira disponibilizou oito aeronaves de transporte para ajudar as vítimas.

Imagem: Destruição no Haiti (via: boston.com "The Big Picture")
Bem, enquanto o tão aplaudido Obama, que já não goza de tanta moral assim, se revela com os seus pensamentos e falta de cooperação na resolução dos problemas em vários países pobres pelo o mundo, como também, parece não dar a mínima para a poluição do meio ambiente, espero que tenha compaixão frente à devastação que os pobres haitianos passam por estes dias.
Nos basta acreditar...
0713
Wednesday, 18 November 2009
Projeto digital inova e aproxima cidadãos das decisões do Congresso Nacional, conheça o “VOTENAWEB”.

Imagem: Site do projeto VotenaWeb
Um projeto recém-lançado propiciará o conhecimento dos projetos de leis no Congresso possibilitando também a votação popular, sendo este o primeiro ato direto de democracia digital por estes ares.
Desenvolvido pela empresa WebCitizen, o VotenaWeb “propõe estimular o engajamento cívico e aproximar os cidadãos entre si, e com os seus governos. Através da análise da atual e futura arenas virtuais, da organização e otimização do design da informação e do compartilhamento de conhecimento”, podendo “criar uma ponte entre o mundo físico e o virtual, e auxiliar instituições governamentais e não-governamentais a compreender as verdadeiras necessidades dos seus cidadãos e consumidores.”
A WebCitizen “tem como foco o emprego de tecnologias digitais para a criação de canais de participação, trazendo mais abertura, transparência e democracia para a administração pública, promovendo um diálogo público colaborativo, um senso de comunidade acessível e significativo, e em uma última análise, ajudando a criar um mundo melhor.”(Informações retiradas do site da empresa)

O projeto que foi inspirado na fundação acadêmica americana sem fins lucrativos TED localizada na Califórnia, cujo o conceito, é o de “Idéias para serem espalhadas”.
No Brasil, o site Votenaweb promete ser além de um agregador de informações pertinentes às diretrizes que podem mudar ou determinar novas regras para os cidadãos brasileiros, ele ainda será um canal direto e em tempo real capaz de expressar os anseios da população frente aos parlamentares e presidentes.
Mesmo sendo ainda desconhecido da maioria dos brasileiros, a iniciativa já conta com inúmeros posts publicados em diversos blogs. Na blogosfera willpubli, você poderá salvar o selo do projeto e incluir no seu blogsite, clique com o botão direito sobre a imagem no fim deste post.

Para votar a favor ou contra alguma lei, o usuário deve realizar o seu cadastro para abrir uma conta, feito isso, é só acompanhar as atualizações do site.
Outro ponto importante é a mensuração das estatísticas de votos computados, sendo eles diferenciados por “votos dos cidadãos” e por “votos dos políticos”. Ainda, sendo possível saber de quais regiões do País vieram os votos. Desta forma, cada brasileiro consegue ter uma análise completa se a sua intenção foi a da maioria e de onde surgiu a mesma.
Bem, uma grande oportunidade de expressar sua opinião, aproveite e faça já o seu cadastro, e claro, não esqueça de divulgar o projeto para os seus amigos.
Monday, 10 August 2009
De volta a cena: Telefônica promete, mas não convence.

Imagem: Comunicado Telefônica (via site da operadora)
Enquanto a Telefônica promete a “todo o custo” resolver os problemas das panes nos serviços oferecidos, inclusive com forte campanha publicitária nos meios de massa, os tais R$ 750 milhões anunciados como investimentos ainda neste ano não convenceram a maioria dos usuários.
Em um rápido bate-papo via Gtalk com alguns usuários da operadora, algo foi unânime entre os entrevistados, nenhum dos 33 contactados por mim disseram estarem confiantes nas medidas tomadas pela empresa. Alguns ainda confessaram estarem desesperançados com as opções de serviços oferecidos no País.
Embora esta análise não corresponda pelos milhares de usuários da operadora, no mínimo reflete o que se tem ouvido tanto nos bate-papos entre usuários, como nos comentários relacionados a tag #Telefonica.
E ainda, se justifica quando analisamos a queda de 12% registrada no seu lucro líquido no 2º trimestre do ano, anunciado há 15 dias trás nos principais jornais e portais de notícias, entre eles o IDGNOW. O mesmo portal publicou que o lucro fora de R$ 542,2 milhões, se comparado ao mesmo período no ano passado, a redução foi considerável em relação aos R$ 619,6 milhões registrados.

Imagem: Via site "ManualTech /tecnologia à todo vapor" (Não ao vandalismo!)
Mesmo assim, quedas na conexão de banda larga e suspensão das linhas telefônicas em algumas horas do dia, estão sendo registradas quase que diariamente, a diferença desta vez, é que as panes ficam localizadas em áreas específicas e na maioria residenciais, diferente das panes generalizadas que afetaram diversas regiões do estado de São Paulo, como as deste ano, ofuscando toda mídia e deixando clara a gravidade do problema.
Embora a Anatel tenha proibido temporariamente a venda do Speedy, as ações tomadas pela Agência Regulamentadora não pareceram convincentes, até porque, foram totalmente tardias, isto é, tomadas depois do caos em que chegaram os serviços prestados.
A falta de uma política pública prol banda larga no país (já citada por mim na blogosfera há tempos) como também uma maior fiscalização por conta dos órgãos competentes, são ainda os maiores empecilhos na busca de melhorias e a implementação de serviços mais acessíveis a população em geral.
0713
Tuesday, 30 June 2009
Com a banda larga mais cara do mundo, o número de internautas brasileiros é duas vezes maior que a população do Canadá.

Imagem: Projeção Ibope Nielsen Online divulgada em 07/05/2009 - População Países: dados da ONU em 2008 extraídos do site IBGE Países (clique para ampliar)
O Brasil amarga a classificação como um dos países com a banda larga mais cara mundialmente, ainda recebe fortes críticas dos usuários no âmbito nacional sendo classificada também como uma das piores bandas oferecidas no mundo. Problemas entre a velocidade contratada e a real disponibilizada, mesmo assim, o País consegue superar os recordes em permanência na internet e o crescimento mensal do número de usuários.
Esses dados podem ser explicados se observarmos a facilidade com que os brasileiros se acostumam às novas tecnologias. Como já definido por John Perry Barlow, nosso país é “um grande celeiro digital”, embora, enfrentamos os mais diversos problemas.
Como já postei há um tempo atrás, a falta de uma política pública prol expansão da banda larga, implicaria diretamente na melhoria do serviço como também no barateamento do mesmo.
Fica difícil não percebemos a grande importância de uma ação firme do governo neste critério ao visualizarmos o gráfico na capa deste post. Ora, "entra ano e sai ano", os avanços na área são mínimos, para não dizer nenhum se analisarmos os resultados reais.
Enquanto assistimos de “camarote” a Anatel suspendendo as vendas do Speedy, o que não resolve muita coisa, pois, a Telefônica ainda continua com serviços caros e ruins, o governo sequer discute o ‘bendito’ plano de expansão, mesmo assim, a Câmara dos deputados espera votar em caráter de urgência o projeto vigilantista do deputado Azeredo.
Por outro lado, na semana passada foi dado o primeiro passo para se permitir o uso da internet nas campanhas eleitorais de 2010, haja visto, que precisou o atual presidente norte-americano provar ao mundo a importância da ferramenta nas eleições.
Com dados do Ibope Nielsen Online divulgados em maio deste ano, o Brasil superou duas vezes a população do Canadá em número de internautas, para se ter uma idéia, já somos maiores que a população total da França, deixando evidente o desinteresse governamental por sociabilizar o acesso a uma banda barata e com qualidade.
Fica a pergunta, até quando Brasil?
Monday, 15 June 2009
Irã ignora o direito a liberdade de expressão bloqueando o acesso a internet e ao envio de SMS.
No caos absoluto o povo iraniano ficou as “escuras” da comunicação com o resto do mundo, até a própria imprensa internacional que estava no local sem conexão não conseguiu enviar e nem publicar suas matérias normalmente, comprovando o sombrio espírito “ditador” e totalmente antidemocrático de Mahmoud Ahmadinejad.
Uma reeleição com inúmeras acusações de fraudes onde o presidente Ahmadinejad foi declarado vencedor com 62% dos votos válidos confirmados na sexta-feira, já o oposicionista Mir Hossein Mousavi, acusou a presidência do país de bloquear seu site e o envio de mensagens pelo celular no dia da votação.
Mesmo com o bloqueio, Mir Hossein conseguiu há tempo publicar imagens das manifestações na sua página no YouTube, ocupando a vigésima segunda posição dos vídeos mais vistos no mundo neste fim de semana.
O tracker "#iranelection" foi um dos mais procurados desde esta última sexta-feira, segundo o buscador “hashtags” já tem mais de 20 mil registros até o momento.
O que me preocupa é como o mundo vem se comportado em relação a tamanha aberração como esta. Onde governantes passam por cima do direito de expressão, ignoram o respeito à cidadania e como “deuses” bloqueiam quando querem o acesso a rede mundial de computadores, e até mesmo, o uso de ferramentas da telefonia celular.
Ora, não faz tanto tempo assim que no Tibete tivemos algo parecido quando as manifestações religiosas dos monges tibetanos sofreram forte repressão do governo chinês, desarmados eles foram agredidos por soldados armados e truculentos. Pois é, lá também a censura dos meios de comunicação, e logicamente, a total interrupção da rede de internet ocasionou a perda da comunicabilidade online dos manifestantes com o resto do mundo.
Enquanto isso, permaneço com problemas na minha banda larga (diga-se de passagem, mais um cliente da Telefônica), horrorizado com a aprovação do Projeto Sarkozy e impressionado para onde deverão ir as atrocidades cometidas na busca pelo controle da rede no mundo.
Sem palavras...
0713
Friday, 5 June 2009
Concordata da GM E.U.A cai no esquecimento enquanto a mídia aborrece com o acidente da AirFrance.

Praticamente uma semana se passou desde o anúncio da falência da ex-maior montadora de carros do mundo ultrapassada pela Toyota em meados de 2007 e a principal dos E.U.A, a GM vem amargando sua triste história atual.
Sem lucros desde 2004, a matriz vinha se arrastando com o apoio de seus ‘braços’ pelo mundo, sendo o Brasil o principal elo na sua reestruturação.
Com os holofotes da mídia nacional voltados para o trágico acidente de avião da companhia AirFrance, os brasileiros pouco se deram conta do fato da GM, e muitos ainda, sequer refletiram sobre o que deverá vir depois.
Logicamente, não é a minha intenção ser um mero alarmista, pelo contrário, no entanto, ignorar tamanho fato é no mínimo um pouco de ignorância, haja visto, que o Brasil deverá contribuir e muito com as montadoras estrangeiras. Sendo peça chave na criação da nova GM proposta pelo governo norte-americano, onde carros mais econômicos e de pequeno porte deverão tomar as ruas nos próximos anos.
Mesmo parecendo ‘hilário’, deveremos ver de agora em diante, carros como Celta, Corsa, Classic entre outros, nas cenas dos filmes americanos, coisa jamais imaginável até antes da crise. Impactando em cheio o hábito ‘gringo’ de se exibir grandes carros ‘beberrões’, possantes e estrondosos.
Por outro lado, o envio de engenheiros brasileiros da montadora nacional de São Caetano, cidade vizinha da capital paulistana, abrirá portas para a exportação de tecnologia brasileira, atrelada aos nossos costumes e a “paixão” por carros econômicos e mais baratos, porém, com o infeliz ‘vício’ das prestações ‘tralala’ 60 vezes, prática herdada da política de crédito norte-americana.
O que também preocupa, se olharmos as origens da crise nos E.U.A, iremos esbarrar justamente nesta conduta de crédito que implica no futuro da economia, onde hoje, com um mercado instável e flutuante, poderemos amargar (tomara que não) a infelicidade da falta de pagamento das financiadoras amanhã.
Outro ponto de vista, é que a frota brasileira se renovou em mais de 50% de cinco anos para cá, é quase impossível ver carros com mais de vinte anos circulando pela avenida Paulista em São Paulo. E, quando vemos, vira a piada de alguns e os xingamentos de outros, não esquecendo que a cada feirão realizado pelas montadoras no País, em média mais de 4 mil carros são vendidos, restando a pergunta: “Para onde vão os carros antigos?”.
Bem, estes com certeza vão para o filho mais novo que tirou carteira de habilitação, para os bairros mais afastados do centro, os desmanches que agradecem e claro, entopem ainda mais as cidades brasileiras.
A crise da GM além de não poder passar em branco, é sim um grande termômetro para as expectativas do mercado em médio prazo, embora os governantes brasileiros insistam em não assumir os efeitos da crise, os desempregados como alguns amigos, sabem bem o que falar sobre ela, enquanto isso, a imprensa brasileira quando ‘engata’ em um determinado assunto, aborrece a maioria por não saber o que falar...
0713
Wednesday, 29 April 2009
Banda larga no Brasil é uma questão de política pública?

Imagem: PDF (Dados IDC Barômetro Cisco de Banda Larga)
É impressionante, estamos chegando ao ano de 2010 e ainda sequer temos uma parte expressiva da população nacional usando a banda larga, onde segundo o estudo do Barômetro Cisco de Banda Larga, “a cada 100 brasileiros, 5,16% têm banda larga em casa. No Chile, a densidade é de 8,5% por habitante, enquanto na Argentina a densidade é de 7,8%”.
Como entender tamanha disparidade se o Brasil tem estado no topo dos países que mais horas passam conectados a rede, por outro lado, o que justifica o medíocre esforço público na melhoria e desoneração dos serviços de banda larga?
A resposta é uma só, nada justifica tamanho descaso. O que temos é realmente a falta de interesse público como também, sua pobre força de vontade em reverter este quadro.
Dizer alguma coisa é talvez uma crítica no vazio, haja visto, não termos até o momento um órgão fiscalizador dos serviços de banda larga, em sua maioria oferecidos por empresas do ramo da telefonia, e o pior, quando noticiado os péssimos serviços das mesmas como no caso da Telefônica e suas inúmeras paralisações, ninguém de fato cobra o ressarcimento dos usuários.
Não me estranharia se algum ‘abestalhado’ me acusasse por escrever críticas abusivas e sem fundamentos, afinal, se a banda larga no País ainda está este “lixo”, sai mais barato fazer ‘vista grossa’ diante do problema.
A pergunta que espanta ao mesmo tempo em que causa indignação, é até quando teremos umas das piores bandas de conexão do mundo pelo preço mais caro também?
Outro fato impressionante, é que em alguns lugares do país nem conexão chegou, como no caso do estado do Paraíba, onde apenas 3% dos paraibanos detém computadores, na maioria empresas e algumas repartições públicas. Sendo em volta de 8,2% das casas no Norte, e 8,8% no Nordeste, possuem acesso à rede mundial de computadores, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados no fim de 2008.
Mesmo sendo o Sudeste a região mais privilegiada até o momento, está longe a qualidade ideal e o preço justo da banda larga no Brasil. É fato, o governo poderia dar inúmeros incentivos ao desenvolvimento da conexão de internet, o problema para isso, bem, esse é o problema, ninguém consegue explicar o por que de tanto descaso.
Na sua opinião, o Brasil precisa de uma política pública para desenvolver banda larga?
Tuesday, 13 January 2009
A internet e a política brasileira. A novela continua...
Em 2008 tivemos o tumulto das eleições municipais por todo o País. Como já não bastasse às famosas bizarrices em relação a alguns candidatos, também foi o ano da proibição do uso da internet na política. Enquanto os senhores do TSE discutiam liberar ou não o uso da internet pelos candidatos, um candidato às eleições presidenciais americanas nos deixava claro o poder de persuasão através do bom uso desta ferramenta.
O memorável case político de Barack Obama provou ao mundo que a internet na política pode sim ‘fazer milagres’. Se voltarmos um pouco, iremos nos lembrar que no inicio das prévias americanas, o candidato sequer parecia ser um nome forte na chapa dos democratas, porém, através do uso de ferramentas como Twitter, Site, Blog, Youtube, Gadgets entre outros, o cenário mudou. Bem, não preciso obviamente contar a história toda, fato é que Obama ganhou uma estrondosa popularidade mundialmente através da rede.
Mas, voltando ao Brasil, ‘nós’ ainda discutíamos usar ou não a web nas eleições. Veja você, agora o projeto de lei 291/08 do senador Expedito Júnior (PR-RO), tenta aprovar a liberação total da web, a qualquer tempo e hora, para se fazer campanha política.
Segundo o post publicado no blog do Fernando Rodrigues (UOL), o texto já esta pronto para a respectiva votação do senado. Ele diz ainda que “basicamente, altera o artigo número 36 da lei 9.504, de 1997, que passaria a ter a seguinte redação:
Art. 36. A propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 5 de julho do ano da eleição, salvo na rede mundial de computadores (internet), em que é livre, a qualquer tempo, a manifestação do pensamento para fins eleitorais, vedando-se o anonimato e o uso de métodos contrários à lei penal.
Ou seja, o TSE ficaria totalmente dispensado de editar regulamentações complexas, obrigando os candidatos a fazerem propaganda apenas em seus sites próprios.”
A única ressalva é que este projeto ainda necessita ser votado pelo Senado e pela Câmara, o que não seria nenhuma tolice dizer, que talvez, poderemos sim ter as eleições de 2010 disputadas voto a voto na internet.
0713
Monday, 10 November 2008
O primeiro case político digital muda ou não a esfera nos próximos anos?

Depois de dias tumultuados, em que minha mesa de trabalho esteve repleta de jobs e mais jobs, consegui finalmente escrever um pouco para a blogosfera (o que me causa uma aflição ficar sem postar aqui por muito tempo) e ter a oportunidade de falar um pouco da minha análise sobre o case digital do Obama. De imediato, não irei falar sobre questões políticas neste post, pois, já pude ler vários blogs excelentes com autores que entendem muito da esfera política, a questão aqui é sobre a mudança que Obama e suas estratégias digitais causarão no mundo.
Até bem pouco tempo atrás, não poderíamos imaginar um candidato à eleição em qualquer lugar do mundo fazendo o uso maciço da internet para os devidos fins da política. Muito menos, ter a certeza do sucesso que o bom uso das diversas ferramentas digitais poderiam possibilitar, gerando assim um movimento em prol de uma candidatura em uma abrangência mundial, com direito a comunidades em diversas plataformas de relacionamento digital, o uso do twitter, blogs, canais no Youtube, sites e informações diárias com o envio de e-mails cadastrados pelas milhares de pessoas ansiosas por acompanhar a trajetória do candidato. Ainda, estrategicamente, tivemos o uso de um viral uma semana antes das eleições americanas, onde se destacava a grande culpa dos eleitores que não foram votar.
Obama, não só conseguiu estimular milhares de eleitores nos E.U.A a irem para as urnas, como ‘assustadoramente’ prendeu a atenção de milhares de internautas no mundo todo. Fazendo com que desconhecidos começassem uma espécie de “Obamamania”, desenvolvendo sites a favor do candidato, outros com humor e ironias entre os concorrentes a Casa Branca, sem falar das centenas de comunidades que surgiram tanto no Orkut, como também no MySpace, ambas as mais visitadas mundialmente.
Agora Obama surpreende mais uma vez, criou um canal no Youtube para que todos de qualquer lugar do mundo acompanhem a transição de poder entre seu governo e o atual de Bush. Se é surpreendente? Ora, sem dúvidas, não só surpreendente como também acaba de quebrar todos os possíveis paradigmas que predominavam até o momento.
O case digital do candidato revolucionou todas as iniciativas até este atual posicionamento do mundo frente às novas tecnologias disponíveis e suas possibilidades de uso com a política. A influência e as experiências que o presidente eleito americano trouxe para o cenário, nos deixa claro algo em especial. Enquanto alguns ‘abestalhados’ ainda não se deram conta da necessidade da rede e o seu uso em prol da democratização e transparência de qualquer desdobramento político, como no caso do Brasil ao termos a esdrúxula proibição do uso da internet em nossa eleições, estamos vivenciando o outro lado.
Mas, isso não apenas nos serve, o mundo todo incluindo os próprios americanos se viram radicalizados e transformados com tudo o que aconteceu nestes últimos meses.
O fruto das estratégias e a relação com os interagentes na rede, além de possibilitar uma remixagem de conteúdos, mostrando a todos os “medíocres entendedores” que a esfera mudou, entramos na talvez, possibilidade do fim da obscuridade nos trâmites políticos e seus bastidores sendo ‘assistidos’ em tempo real.
Uma das ressalvas principais é qual será o tamanho da resistência que os comungados conservadores irão se desdobrar contra os efeitos da rede sobre a esfera política?
Muda ou não? Eu digo, já mudou...
0713
Thursday, 25 September 2008
Publicidade do Setor Público já corresponde a 30% do faturamento das agências.
Estamos vivenciando desde dois mil um aumento do investimento público nas ações de propaganda. Realmente os Governos Federais, Estaduais e Municipais começaram a utilizar e muito estas ações, principalmente na TV e Rádio, porém, os meios digitais já entraram na somatória dos recursos, por exemplo, a primeira campanha inteiramente digital do Governo Federal noticiada aqui neste ano. O fato é que o mercado publicitário nunca faturou tanto com “Eles” os políticos, a ponto de levar vários publicitários a se especializarem em propaganda política, seja ela eleitoral ou de obras governamentais.
Para se ter uma idéia nos últimos doze meses, foram abertas duas mil licitações para o setor público, correspondendo a trinta porcento das receitas da propaganda brasileira, segundo a Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda).
Outro detalhe importante destacado pela federação foi à mudança no perfil dos anunciantes públicos, isto é, antes a grande a maioria das ações eram feitas para a esfera federal, de alguns anos para cá, houve um aumento considerável da participação das prefeituras, incluindo câmera de vereadores, tribunais de contas e assembléias legislativas que até então, não contratavam este tipo de serviço.
Ainda segundo o presidente da federação, Ricardo Nabhan deixou claro que isto só foi possível depois do estimulo e das reuniões promovidas pelo sindicato das agências (Sinapros) em todo o país.
O único problema na minha opinião, haja visto os inúmeros escândalos nos últimos anos envolvendo agências de publicidade e órgãos públicos, é saber como anda a fiscalização nesses processos. Uma vez que, ainda não temos os mesmos até onde sei, ‘às claras’, umas das possíveis opções de acompanhar os passos do governo é através do site “Transparência Brasil”.
No entanto, como já fora deixado claro pela organização do portal, muitos dados ainda são negados pelo governo, evitando assim uma maior apuração destes.
Se por um lado o setor publicitário comemora os últimos resultados, a quem reclame dos enormes gastos políticos com tais ações, fica aí a sua reflexão, qual deve ser o seu real ponto de vista, quero dizer, deve ser na ótica profissional ou como cidadão?
Não me compreenda mal, mas apenas para fechar este post, você já deve ter ouvido este velho jargão popular, “Há males que vem para o bem”. Entenda como preferir, citei-o apenas como elo nesta reflexão.
0713
Wednesday, 20 August 2008
Enquanto Obama conquista na web, no Brasil é proibido o uso eleitoral. A Web tem dono?
Engraçado como algumas coisas são levadas ao extremo e outras questões de maior importância praticamente nem são comentadas pelos magistrados. Enquanto Barack Obama segue com um dos maiores cases de propaganda eleitoral na web mundial, o TSE proíbe o uso dela nas eleições deste ano no País. Detalhe, alegam que só assim terão um maior controle sobre as campanhas eleitorais. Eu fico me perguntando, com tanta patifaria acontecendo nos bastidores, seria mesmo tão prejudicial o uso da web nas eleições?
Ora, não sou nenhum partidário e nem tão pouco estou defendo este ou aquele candidato, mas, me parece um tanto quanto contraditório essa proibição. Até porque proibir o uso de algo que não tem dono é no mínimo estranho, para não dizer ‘insano’.
Como se as plataformas on-line, no caso do Twitter, blogs e sites, por exemplo, pudessem ser proibidos, dando a entender que a web tenha um respectivo proprietário! Esta minha crítica serve apenas para levantar uma reflexão a respeito.
A citação de Obama no inicio do post vem ilustrar perfeitamente o oposto. Enquanto ele e seus assessores fazem o bom uso do twitter, youtube, facebook, seu site entre outros, nós brasileiros, amargamos a bizarrice da proibição das campanhas eleitorais na web e ainda acompanhamos o cúmulo do projeto do senador Azeredo, que além de ir contra os princípios ‘empíricos’ da internet, ainda promete gerar muita barulheira anti-projeto. (Este tema merece um post à parte)
Outra questão que deve ser observada, é que no Brasil grandes empresas de comunicação e afins, tentam ao máximo ‘podarem’ as iniciativas digitais. (Não pensem que a Globo lutou até o último momento pelo padrão digital japonês a toa) Como se a web e a internet pudessem ser de posse de alguém, iniciativas e mais iniciativas vão em cheio na contra-mão do processo da convergência digital. Este que também ainda não é compreendido de maneira correta pela grande maioria das pessoas.
Fica o seu ponto de vista, afinal é certo ou errado proibir o uso da internet nas campanhas eleitorais?
0713
Monday, 26 May 2008
O fim do encanto.

Caros leitores, amigos, portugueses, brancos, negros, e brasileiros, irei confessar algo a todos. A mais de um ano venho escrevendo críticas políticas nesta blogosfera e tenho desde então me esforçado para elaborar bons textos. Mas, não é fácil realmente.
Mesmo com uma tônica irônica, frutos da minha ‘herança’ com a leitura dos textos de João Ubaldo Ribeiro, tenho me desestimulado com uma política brasileira tosca e cretina. E não podia ser para menos, minha crítica também é ruim e cansativa.
Ora, com tanta patifaria acontecendo, não tenho conseguido gerar um estímulo para tal feito, e se escrever sobre este tema não tem me propiciado um ato prazeroso, prefiro não escrevê-lo por meramente cumprir com a agenda do blog.
Em pensar que nossa política anda tão repetitiva em sua mesquinharia, que continuar a avacalhar com a essa baboseira toda, nos colocada dia-a-dia, me leva ao descontentamento como brasileiro e blogueiro. Não me entenda mal, nem acredite que isto seja uma iniciativa ruim. Apenas prefiro deixar para escrever sobre assuntos mais estimulantes nas segundas de correria e muito trabalho.
No entanto, vou permanecer apenas atento para criticar aquilo que venha em determinado instante infringir ainda mais o meu sentimento de repudio a infeliz e inexistente política brasileira.
Deixo os meus agradecimentos a todos que de certa forma, contribuíram para o meu feeling e os feedbacks ao longo deste primeiro ano interrupto de críticas neste blog.
Ainda permaneço um brasileiro.
0713
Monday, 19 May 2008
Mas a gente precisa ver tudo?

Certa vez em uma rodinha de bar, conversávamos como seria se pudéssemos ver só o interessante. Entre uma cerveja e outra, no ‘happyhour filosófico’ sempre costuma rolar assuntos aparentemente estranhos. Eu fico na dúvida, e o governo, prefere o povo míope?
Bem, que os governantes pregam um discurso apostilado mundialmente, eu não tenho mais dúvidas. E que em nome do crescimento econômico, tudo é possível. Um ‘empurrãozinho’ aqui, uma medida provisória ali, a coisa segue adiante.
Ora, estamos falando de crescimento econômico, e para crescer é necessário ajustar os meios, correto? Opa! ‘Ajustar os meios’ implica em ir pelo caminho mais fácil com situações arbitrárias? Digo, é ‘ferida que dói e sempre se sente, todo mundo sabe e não reclama’.
Curiosamente, ou melhor, sendo direto na semana passada acontece justamente o previsível. Os ‘atrapalhos’ do governo sempre atrasam o andamento de interesses econômicos e gananciosos. Pense, logo você chega na opinião.
Quem atrapalha é pedra no sapato, na dúvida pare e tire-a logo. O fato é ver a única ministra na minha opinião, que neste caso, já se tornou ex, Marina Silva sendo mais uma a ser posta ou vencida, ainda não sei, mas de certo é sua saída da ‘jogada’.
Ao assistir o seu discurso de despedida, pude perceber um certo tom de ‘despedida da boa vizinhança’. Aquele do tipo, ‘vou sair numa boa’. Ilustre e atual senadora, se foi à única a tentar defender a preservação das áreas verdes “protegidas” no País, e que convenhamos, só permaneceu durante esse tempo amparada pela notoriedade conquistada pelo seu engajamento perante alguns grupos da sociedade e autoridades internacionais.
O governo ‘Lulalá crescimento’ não iria travar ainda mais o ‘PAC Rubinho’. Logicamente, não leve tão a sério os termos aqui usados, mas só sendo irônico ou míope para passar despercebida tanta sacanagem.
E dizem por aí, que o brasileiro adora uma sacanagem. Será isto, um ato clássico ou falas com um tom profético?
Não sei, só sei que é assim, ouça, cuide bem do seu jardim.
0713
Monday, 12 May 2008
Brasileiro sorri até subindo a escada.

Brasileiro é uma coisa linda. Ah como eu me divirto vendo o povo ‘brazuca’, ou pelo menos parte dele por onde passo. Com tanto problema, a começar pelos meios de transportes públicos já serem um sufoco nas grandes capitais, o brasileiro sorri até subindo a escada da estação.
É impressionante, você desce do metrô no horário de ‘rush’ e logo aquela fila imensa para subir as duas singelas escadas rolantes da estação final. Por estes ares, fila virou expressão de cotidiano para alguns freqüentadores do pico como no meu caso.
Curiosamente o cotidiano do povão já apresenta uma analogia interessante com o caso do metrô. Veja você, fila é o ‘mesmo’ que cotidiano, lotação, aperto, empurra-empurra, xingo e cara feia. Já corrupção é o mesmo que dinheiro sujo, gastança, desinteresse, antiético, má índole, ladrão entre outros adjetivos.
Pois bem, você pode até me perguntar da onde vem a ligação. Numa boa, eu te respondo com toda a tranqüilidade.
Sem ironia basta apenas analisar, enquanto o povão, sem se esquecer da minha pessoa, está no centro de qualquer esquema público, e sendo lembrados pela mídia todos os dias. Ainda sim, sorri quando sai na frente de uma boa parte faminta, atrasada e apertada de pessoas na estação.
Resumo da história, estando em solo seco, o povo com sede ainda pede a ‘benção’ pro ‘coronel’. Hei senhor da manutenção! Nunca deixe parar a escada rolante pelo amor de deus...
0713
Tuesday, 6 May 2008
Eu aumento, condeno, mas não invento.

Oh absurda tolice insana. Atiro a pedra no vizinho, quebro o vidro, jogo a pedra na casa ao lado, e acuso outra pessoa quando o visinho sair pra reclamar. Hei, isso é ficção ou piada?
Vejamos, o seu ‘Lulalá’ é mesmo um ‘comédia da vida’. Posa de cordeiro, encena ser um perdido, chama o irmão de burro, defende o bolsa miséria e ainda nos pede para vigiar os postos. O Lula! Já que devo ser trouxa, pelo menos aumenta o ‘miseromínimo’ vai.
Pocha é impressionante como as coisas acontecem. É índio sendo baleado, Santa Cruz querendo se ver longe de Hugo Chaves, e o nosso ilustre presidente, com mais um discurso lindo pra ‘brasileiro sorrir’.
Se vossa excelência se esqueceu, eu faço a questão de lembrar. Os preços cobrados pelos postos de combustíveis são livres, conforme legislação de janeiro 2002. Sendo assim, nobre companheiro, como o povão, no caso “eu”, irei fiscalizar o aumento abusivo nas bombas. Digo mais, vou reclamar para quem? Alguma sugestão nobre?
Devo procurar o Bento XVI, o falecido Enéas, ou o “São Paulo é Paulo porque Paulo é trabalhador”? Em pensar que a Petrobrás aumenta e o governo faz de conta que é imparcial. ‘Simula’ reduzir o CIDE e justifica que com isso não deve haver aumento nas bombas.
Um cordeirinho, dois cordeirinhos, três cordeirinhos... É a política do ‘sonho meu’!
0713
Monday, 28 April 2008
Fale-me algo que não sei.

Pocha! Fale-me algo que não sei. Mude este maldito quadro, quebrado e sujo no canto da parede. Não me venha com um ‘blábláblá’ furado pobre infeliz, do tipo que não sabia ou pouco se fez. Chega no momento, me basta tanta tolice.
0713
Tuesday, 22 April 2008
Tenho o álcool, a faca e o queijo. Só me falta o suplente.

Nosso ‘amigo’ Lula vive em aparente mega astral. Com a indústria do álcool, ele aparece agora como palestrante do mundo melhor. Pregando aos quatros cantos, que o País poderá ensinar diversos paises a conservar o meio ambiente com técnicas brasileiras. Muito bem companheiro, e a Amazônia? A gente deve aprender a conservar com quem?
Bem, no país da dengue, sarampo, febre, fome, desinteria, sem falar na falta descarada de saneamento básico. Que de ‘básico’ já virou lenda em alguns lugares, estou assistindo o discurso lindo das ‘flores místicas’, perdoe-me a ironia, mas, ver o Lula falando em salvar o planeta.
Vejamos, o álcool ainda não é maioria no nosso próprio País. Interesses alheios, conclusão, álcool caro, e na maioria das vezes, ainda temos o problema da valorização da exportação do açúcar. O resultado, sempre vejo depois na bomba de combustível.
Em seguida, a ilustre Petrobrás com seus interesses de expansão, contradizendo muitas vezes sua política de preservação. Não é a toa que no último mês, teve duas campanhas publicitárias rejeitadas pelo CONAR. Parece que a mesma não pode usar o conceito de que “está no meio ambiente sem ser notada”, e o biocombustível, pelo jeito também não é BIO.
Polêmica? Estou sendo contra, não é isso, a questão é que ironicamente estamos posando de ‘mocinhos’, sem ao menos consertar a nossa ‘própria’ casa. Pintar um cenário do álcool com alegria, vida e preservação, não me parece muito correto.
Enquanto isso, o desmatamento amazônico continua, doenças empíricas assustam a população, e os ‘bolsões miséria’ sufocam o já abarrotado orçamento previdenciário do País.
E o suplente do companheiro, é tanto dossiê pra cá e pra lá, que a comédia muda de elenco constantemente. O dia-a-dia, onde a mídia ‘esfola’ o acontecimento da morte de uma criança, me lembra ainda que erroneamente a imagem do ‘pão e circo’.
Como sempre, nós brasileiros, nos esquecemos de tudo. Ou melhor, de absurdo virou comum, e de comum, nos remete a não mudar. Aliás, é dia de jogo, vai ter clássico, se dane a política. Eu sou brasileiro, com muito orgulho, como muito amor, assim dizia a canção. Eu me pergunto, será?
0713
Tuesday, 15 April 2008
É hábito ou costume?
Era uma vez, um reinado onde todos brincavam de fazer coisas erradas. O verdadeiro passa-tempo, destruir, roubar, corromper, enganar, era mesmo uma festa. Todos viviam felizes, na terrinha do nunca, no palácio de Brasília.
O impressionante por ali, era que aparentemente eles eram felizes. Divertiam-se com suas cretinices e adoravam sacanear os plebeus. Como se tivessem nascido para aquilo, os nobres do reinado, apareciam nas tribunas e discursavam suas ‘gabiléias’ orquestradas por falas fajutas.
Os miseráveis plebeus batiam palmas e sorriam ao receber o indulto do rei. Uma espécie de bolsa miséria, distribuído entre os povos.
Sacanas e ordinários conviviam juntos, tinham o passe-livre do rei, podiam praticar maldades, entre elas, super faturar as obras e fraudar as licitações.
O rei por sua vez, explorava impiedosamente o povo, em uma prova de cordialidade com os seus, distribuía cartões do reinado aos servos da primeira classe e aos nobres. Estes cartões bancavam a banca rota os gastos e mazelas descabidas da corte, e seu custeio vinham da exploração do povo. Essa era a civilização do faz de conta.
Por fim, este conto só nos deixa uma crucial incógnita, o que vivemos hoje no País é hábito ou costume?
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