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Wednesday, 29 April 2009

Banda larga no Brasil é uma questão de política pública?


Imagem: PDF (Dados IDC Barômetro Cisco de Banda Larga)


É impressionante, estamos chegando ao ano de 2010 e ainda sequer temos uma parte expressiva da população nacional usando a banda larga, onde segundo o estudo do Barômetro Cisco de Banda Larga, “a cada 100 brasileiros, 5,16% têm banda larga em casa. No Chile, a densidade é de 8,5% por habitante, enquanto na Argentina a densidade é de 7,8%”.

Como entender tamanha disparidade se o Brasil tem estado no topo dos países que mais horas passam conectados a rede, por outro lado, o que justifica o medíocre esforço público na melhoria e desoneração dos serviços de banda larga?

A resposta é uma só, nada justifica tamanho descaso. O que temos é realmente a falta de interesse público como também, sua pobre força de vontade em reverter este quadro.

Dizer alguma coisa é talvez uma crítica no vazio, haja visto, não termos até o momento um órgão fiscalizador dos serviços de banda larga, em sua maioria oferecidos por empresas do ramo da telefonia, e o pior, quando noticiado os péssimos serviços das mesmas como no caso da Telefônica e suas inúmeras paralisações, ninguém de fato cobra o ressarcimento dos usuários.

Não me estranharia se algum ‘abestalhado’ me acusasse por escrever críticas abusivas e sem fundamentos, afinal, se a banda larga no País ainda está este “lixo”, sai mais barato fazer ‘vista grossa’ diante do problema.

A pergunta que espanta ao mesmo tempo em que causa indignação, é até quando teremos umas das piores bandas de conexão do mundo pelo preço mais caro também?

Outro fato impressionante, é que em alguns lugares do país nem conexão chegou, como no caso do estado do Paraíba, onde apenas 3% dos paraibanos detém computadores, na maioria empresas e algumas repartições públicas. Sendo em volta de 8,2% das casas no Norte, e 8,8% no Nordeste, possuem acesso à rede mundial de computadores, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados no fim de 2008.

Mesmo sendo o Sudeste a região mais privilegiada até o momento, está longe a qualidade ideal e o preço justo da banda larga no Brasil. É fato, o governo poderia dar inúmeros incentivos ao desenvolvimento da conexão de internet, o problema para isso, bem, esse é o problema, ninguém consegue explicar o por que de tanto descaso.

Na sua opinião, o Brasil precisa de uma política pública para desenvolver banda larga?




Imagem: my.opera.com



0713

Monday, 15 December 2008

#remix: TV Digital Open Source e totalmente colaborativa, estou falando do Miro. Você já conhece?



Conhecer o projeto Miro foi realmente sem dúvida um ‘divisor de águas’ para mim. Através do mestre Sérgio Amadeu, pude ter a tamanha percepção da abrangência que este projeto tem. Além de compartilhar o conhecimento e a cultura, ele também abriu um novo parecer entre a TV e seus telespectadores. Porém, não se trata simplesmente do mero modelo centralizador televiso que estamos acostumados há anos e sim de um a conglomerado de webTVs e seus respectivos feeds.

Ora, durante anos fomos reféns do modelo clássico de dominação, isto é, os grandes grupos e seus modelos de negócio ditavam o horário e a programação que cada um de nós deveríamos assistir. Este aprisionamento ainda é rentável as Teles, logo, quaisquer iniciativas que vá contra esses princípios de dominação são duramente contestadas e em alguns casos, barradas definitivamente.

Não é a toa que no site do MIRO temos os dizeres "Não deixe que a Microsoft ou a Comcast decidam quais videos você pode assistir", deixando claramente o seu objetivo. O de compartilhar de maneira justa todos os vídeos dos internautas e em alta-definição. Toda a plataforma foi criada pela Participatory Culture Foundation (podemos dizer como a Fundação da Cultura Participativa), ela trabalha com a idéia de usar o RSS (Web syndication ou agregador e distribuidor de conteúdos digitais) interagindo com o BitTorrent para buscar vídeos que não podem ser vistos simplesmente pelo stream.

Bem, achei melhor também inserir neste post um #remix de alguns trechos dos textos do mestre e amigo Sérgio Amadeu, publicado no seu blog, que explica de maneira mais esclarecida inclusive em termos técnicos a dinâmica do MIRO.



(por Sérgio Amadeu)

“O avanço da digitalização atingiu uma fase que tem sido chamada de convergência digital. O que é isto? Mais do que a possibilidade dos conteúdos serem acessados por diversos tipos de aparelhos, a convergência digital permite que os grupos sociais que apostam na interatividade possam avançar suas práticas e ampliar os espaços para as suas idéias. Um destes grupos lançou o projeto MIRO. É mais uma articulação de pessoas que defendem o livre compartilhamento do conhecimento e da cultura. Entre os criadores do Miro temos Cory Doctorow, blogueiro, jornalista e escritor de ficção científica, co-editor do blog Boing Boing, e, um dos principais defensores do creative commons e da economia da pós-escassez.

Mas o que é o projeto MIRO? É uma plataforma em software livre para assitir e programar uma grade de vídeos no computador. Miro é a TV digital Open Source (de código aberto).

..., MIRO permite que você assine os feeds RSS de diversas webTVs e canais de vídeos que existem na Internet. Assim, as pessoas poderão montar sua própria programação de TV na web, eliminando intermediários e controladores de grade. Além disso, MIRO permite as pessoas assistirem seus vídeos preferidos independente do formato do vídeo, Qicktime, WMV, MPEG, AVI, XVID, entre outros. MIRO teve mais de 1 milhões de downloads, em 2006, e tudo indica que terá mais de 3 milhões este ano. Os produtores de vídeo que querem ser conhecidos, que buscam mostrar seus trabalhos o mais amplamente possível precisam dispor um feed RSS de vídeo em seus site. Assim, os milhões de internautas que já estão usando a plataforma MIRO poderão acessar rapidamente estes vídeos.

A comunidade que desenvolve o MIRO precisa de apoio. Eles dizem: "Miro é parte de uma luta para manter aberto o espaço para o vídeo online". Que luta é esta? Dezenas de grandes corporações estão tentando aprisionar os criadores de vídeo e seus leitores em sistemas proprietários de distribuição. Para eles, tal modelo é uma forma inteligente de fazer dinheiro, uma vez que força os espetadores e criadores a utilizarem exclusivamente suas ferramentas. Mas esses sistemas também são uma ameaça direta à liberdade na Internet. Para os criadores da MIRO, se estas empresas, atuando como gatekeepers (porteiros digitais), passam a decidir o que as pessoas podem ou não podem ver, é a liberdade de expressão no ciberespaço que está ameaçada.”

Para ler o post inteiro do Sérgio, clique aqui.





Baixe aqui o software do MIRO, e claro, comece você mesmo a conhecer esta fantástica ferramenta. Aliás, a divulgue também!





0713

Monday, 17 March 2008

Blogagem Inédita: Entrevista - A Criação no cenário da TV digital.



Excepcionalmente nesta segunda não irei postar a crítica política por estar participando do Projeto Blogagem Inédita, fica o meu agradecimento para Julius Wiedemann que comentou sua ótica sobre os desafios da criação para os multimídias no Brasil no cenário da TV digital.

"Como estou na posição de poder ver toda a discussão de fora, vou fazer o uso dela sem ser muito técnico, mas sim dando a minha opinião como alguém que já viveu no Japão (que está a meu ver cerca de cinco anos na frente do mundo ocidental em termos de adoção de tecnologia), e vive há quase sete anos na Europa, agora na Inglaterra, onde a TV digital também é tema de discussões e debates."

"Já faz uns dois anos que estive em uma conferência em Londres sobre criatividade na TV, e logo na primeira palestra, o tema abordado foi a transposição da tecnologia e a migração dos telespectadores de um modo para o outro. As conseqüências podem ser muitas, mas como eu sou um advocator de tecnologia, eu sempre acredito que quem enxergar as oportunidades primeiro, é que vai se dar melhor. E quem começar a aprender primeiro, vai estar numa posição melhor. Pode-se combater a inevitabilidade da mudança, mas a prática mostra que as tecnologias podem até tardar, mas elas vem."


"Como a conferência era basicamente pra criativos, o primeiro case apresentado foi para uma marca de Vodka, onde o comercial se dividia em três etapas. O usuário era sempre motivado a ir à próxima etapa, mas isso ficava critério dele. Como a campanha foi criada para TV digital, o telespectador tinha o controle, e podia decidir se ele gostaria de ir adiante ou não."


"Controle. Esse é sempre o tema que pouco se nomeia, mas que está no fundamento de qualquer transposição de sistema. Se olharmos a historia de muitas das invenções e convenções que hoje utilizamos, vamos ver que esse sempre existiu o pânico pela perda de controle. É natural, principalmente humano. Mas vamos ver também que daí surgiram grandes oportunidades. Basta ver a história da rádio FM, TVs a cabo, e mais recentemente File Sharing, etc. A história se repete em muitos aspectos. E o medo da perda de controle é a meu ver legítimo. No entanto, o histórico de oportunidades que emergiram é surpreendente. Quem tiver a melhor visão vai ter sempre vantagem."


"Entrando agora especificamente sobre a TV digital e sua implementação, acho que vai ser inevitável a transposição, e ela vai oferecer oportunidades pra todos os lados. Para os produtores de conteúdo, isso vai significar ter mais flexibilidade na hora de oferecer o que as pessoas esperam. Oferecer informação instantânea e mais flexível. O status quo é sempre confortável, mas pode-se olhar pra frente e abrir novas portas."

"Sabemos que a questão da interatividade sempre demora um tempo pra chegar, e podem estar nela as grandes oportunidades de mudança. No momento, o foco ainda é a qualidade de imagem e som. O que parece ser pouco, mas é como banda larga ou celular, uma vez que você tem você não quer mais largar. Por isso, esse fator não deve ser subestimado."

"TV por celular também pode ser um grande lance, apesar de eu achar que isso realmente vai funcionar no dia que tivermos canais dedicados pra mobile, ou no dia que esses puderem fazer projeção de suas imagens em telas ou paredes (tecnologia que já está sendo testada e já existem os primeiros modelos em produção). Ver TV no computador eu não acho que ainda vá ter grandes efeitos. O que eu acho que toda essa mudança vai trazer na verdade é uma valorização da qualidade do conteúdo. Quanto melhor ele for, mais público ele atrairá, e os modelos de subsídio para o telespectador (leia-se anúncio) vão acompanhar. A campanha como a que eu citei é um exemplo, mas existem outros modelos que podem vingar como é o caso do Joost."


"O ponto central da mudança que eu vejo na TV (ou pra ser mais genérico, conteúdo em vídeo) é que vamos cada vez mais exigir as coisas on demand. É simplesmente inevitável. E a tecnologia está cada vez mais perto de prover isso em sua totalidade. Empresas grandes são raramente early adopters, elas têm que esperar o “caldo engrossar” pra sentir a necessidade de entrar numa “onda tecnológica” diferente. Essas decisões custam milhões (quando não bilhões), além de envolverem muitas vezes mudanças estruturais. Com empresas funcionando cada vez mais com retornos a curto prazo, pouca gente quer investir hoje pra ver se algo vai vingar em 15 anos. No caso da TV digital, é só questão de quando mesmo. A tecnologia está aí porque ela oferece várias vantagens."


"Agências interativas vão inclusive poder se redirecionar e se “intitular” mais como de publicidade, coisas que elas já fazem, claro, mas sem foco em impresso, do que como agências interativas apenas. Recentemente conversando com a vice-presidente da agência americana RG/A em Londres, ela me contou como a empresa ao longo de seus 30 (sério, 30 anos, é tempo pra uma mudança estratégica a cada 5 anos nesses tempos que vivemos) anos de existência foi de uma empresa de efeitos especiais (Alien é deles por exemplo) e hoje se vende como uma agencia de propaganda. E não para de crescer. No meio disso tudo foram claro uma agência interativa (NikeiD é deles) durante um bom tempo, mas como as mídias e as disciplinas dentro de comunicação e desenvolvimento de produto estão cada vez mais interligadas, eles estão sempre se reinventando."


"O lance é esse. Reinventar!"






Julius Wiedemann, brasileiro, editor da Ed. Taschen (Alemanha), trabalhando atualmente em Cambridge, na Inglaterra.









0713

Wednesday, 2 January 2008

Produção de LCD sobe dia-a-dia.



Produção de LCD na Zona Franca sobe 312%.

A produção de TVs com tela de LCD (cristal líquido) na Zona Franca de Manaus aumentou 312% de janeiro a outubro de 2007 em relação ao mesmo período de 2006, aponta balanço anual da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) divulgado ontem. Foram 596.362 unidades, ante 144.406 no ano passado.

Além de confirmarem a nova opção dos consumidores por TVs com alta definição de imagem, os números apontam que o televisor com cinescópio convencional conhecido como tubo de imagem ou CRT (sigla em inglês para tubo de raios catódicos) deve ficar obsoleto em três anos.

Segundo o balanço da Suframa -autarquia federal que concede os incentivos fiscais na ZFM (Zona Franca de Manaus)--, a produção de TVs com tubo de imagem na região caiu 18% de janeiro a outubro deste ano, em comparação com o mesmo intervalo de 2006. Foram 8.841.581 unidades, ante 10.796.718 no ano passado. A queda deve chegar a 20% até o final do ano.

Para o presidente do órgão, Maurício Loureiro, a queda na produção de TVs com tubo de imagem é resultado da chegada da TV digital. "Essa queda vai mudar o perfil da indústria."

O tubo de imagem foi o primeiro sistema usado para transformação de sinais elétricos em luz, que formam a imagem da TV. A invenção é de 1923.

Apesar da evolução, o segmento de TVs de LCD ainda representa apenas 6,2% do total de televisores produzidos na ZFM de janeiro a outubro de 2007 -o percentual em 2006 era de 1,3%.
Kátia Brasil (Folha Online) Leia+







0713

Wednesday, 27 June 2007

Emissoras insistem em bloqueio na TV Digital.


Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) cobra a obrigatoriedade de um sistema de trava à reprodução de programas no projeto de lançamento da TV Digital no país. Um dos argumentos da Abert é que TV Digital sem bloqueio à gravação de programas pode inviabilizar contratos com produtores de conteúdo. "Às vezes tem pessoas que querem entregar um programa para você, mas querem algum pré-requisito de segurança", diz Ronald Barbosa, assessor técnico da Associação.O bloqueio proposto é por meio do sistema DRM (Digital Right Management). O dispositivo, a ser instalado nos aparelhos receptores, pode até permitir uma gravação de determinados programas, mas impede que a cópia seja feita em série. Segundo a Abert, é um duro e necessário golpe na pirataria dos sinais da TV Digital.

Bom, o governo já se manifestou contra isso, e garante que seus meios de controle da pirataria já são suficientes. Agora, para pra pensar. Os karas estão habilitando um novo tipo de TV e querem bloquear suas gravações. Hei, volta no passado e relembra os vídeos de 'tralala' tantas cabeças, neles nós podíamos gravar o que quiséssemos. Agora com os avanços e tecnologias, bem, resumindo os karas vão controlar talvez, o que você pode e não pode ter.

Furada...



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