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Monday, 17 December 2007

Fim de novela e o começo da outra.



Aconteceu algo por esses dias que eu não acreditava. O fim da esdrúxula CPMF. Depois de mais de dez anos, realmente não iremos pagar este maldito imposto no ano que vem. Oferta de cordeirinho, não, eu digo manobra de lobos.

Ora, você não acredita que a oposição votou contra por amor ao povo? Logicamente que não. Ela só se manifestou contra em sua maioria, como forma de frear o sentimento ‘Lulalá’ que toma conta do Brasil, bem, pelo menos na mídia.

Outro fator que pesou na votação foi o do remoto e improvável terceiro mandato de Lula, pois, com as coisas indo bem, talvez isto fosse mais fácil. Manobras a parte, o governo perdeu na madrugada da votação aproximadamente 40 bilhões de reais. Provavelmente uma enorme fatia do bolo, onde quem se lambuza, são sempre eles. O povo olha pela vitrine esperando por suas migalhas.

Sim, no Brasil a renda nunca será distribuída, infelizmente algo já enraizado na nossa cultura. Onde sempre terão apenas alguns com muito, e uma maioria solitária na miséria. Sem escolas decentes, sem hospitais e por aí adiante.

Agora, e os bolsões ‘vitalícios’ do Lula? Os ‘vales’ isto e aquilo. Em outras palavras, o governo vai ter que manter toda a estrutura viciosa dos planos de assistencialismo do ‘companheiro’. Este é o problema, não é a toa que já se estuda um novo e injusto imposto da saúde. Veja você, se a verba realmente fosse usada no seu devido fim, era uma coisa. Mas no Brasil, a gente já sabe que onde tem grana, tem sempre um interesse alheio.

‘Doença’ ou estupidez medíocre de medíocres aproveitadores da máquina pública, sim, este é o nosso País. Estúpidos vivendo suas ‘vidinhas’ medíocres de sacanagem, corrupção, desvios e superfaturamento de tudo que possa ser superfaturado.

Eu te digo, a novela nunca acaba. Não sou um pessimista e nem tão pouco um alarmado. Apenas acompanho o ridículo histórico da política brasileira...








0713

Monday, 15 October 2007

Vivendo um faz de conta.



Estes dias me mandaram um e-mail, na verdade foi um amigo. Ele me questionava sobre minhas críticas irônicas sobre o governo. E dizia, “você é mesmo um brincalhão, fica tirando onda com coisa séria (...)”. Eu o respondi dizendo: “... vivemos um faz de conta, onde fingimos sermos felizes com a situação e eles, os políticos, fingem se preocupar com a honra da classe.”

Bem, o porque deste relato da nossa conversa? Pois, tem tudo a ver com o que estamos vivenciando. A saída do Renan Calheiros não foi meu caro, acredito que você já deva ter pensado o mesmo um ato de preocupação com o povo. De maneira alguma, ele era uma pedra na aprovação da CPMF, e isso, sem sombra de dúvidas estava irritando o nosso ‘querido’ governo.

Em outras palavras, Renan estava atrapalhando toda a aprovação da roubalheira escandalizada. Se é que existe um termo melhor para a tal CPMF. Já parou pra pensar, primeiro você paga CPMF ao sacar seu pagamento do banco. Mas, seu patrão já pagou para depositar na sua conta. Você vem paga em seguida, e ao pagar suas contas, quem recebe paga também ao depositar, os outros fornecedores do seu fornecedor também pagam. É uma cascata, e pior, você não vê o fim e nem muito menos o início desta ‘birosca’.

Enquanto isto vamos vivendo o que eu havia dito ao meu amigo, o maldito faz de conta. Veja você, neste domingo no Caderno 2 do Estado (Cultura), nosso ilustre escritor Ubaldo Ribeiro relatava em sua coluna, que o nosso acervo brasileiro e de direito nosso, me perdoe a redundância, os livros de Jorge Amado, foram todos doados a biblioteca de Havard nos E.U.A, justamente porque o nosso Brasil, representado na figura do também baiano Gilberto Gil, ilustre ausente ministro da Cultura. Ora bolas, os ‘benditos’ não querem ter o trabalho de cuidarem do acervo de um dos principais escritores brasileiros. É mole?

A pergunta fica no ar... Se nem do Jorge eles cuidam, quem diria eu e você pobres mortais pagadores da maldita CPMF. Eles estão preocupados?




Sem palavras...






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