Thursday, 21 October 2010

Coworking: inovação e criatividade no modelo de trabalho


Foto: Espaço Beans Coworking (via Flickr Fernando Souza)

Muitas vezes o local de trabalho passa a ser encarado como algo monótono e em determinados momentos nada criativo. É comum algumas empresas se esquecerem que pequenos detalhes no ambiente podem e muito colaborar com a produção e empenho de cada colaborador no processo. Dentro desta sistemática entre outros motivos nasceu o conceito Coworking.

Para falar melhor a respeito, convidei um amigo, Ricardo Lima idealizador e criador do espaço Beans, pioneiro do ramo em São Paulo e fundador da comunidade digital que leva o mesmo nome. Entre designers, publicitários e profissionais independentes são ao todo 1.289 membros até o momento.

Com capacidade para 32 pessoas e com infra-estrutura para apresentações ao vivo, Ricardo começa o bate-papo compartilhando uma das suas principais referências para idealizar o projeto, o site: http://www.thisaintnodisco.com/.

“O mercado vem sofrendo mudanças no modelo de trabalho e os profissionais necessitam cada vez mais se ajustar a estas constantes transformações. Ao invés do destaque ser dado apenas a grandes empresas, por exemplo, os pequenos negócios também conquistaram seus espaços, necessitando assim contratar serviços terceirizados para suprir suas novas demandas. Com este tipo de serviço, as pessoas foram percebendo que a dinâmica e velocidade com que a terceirização de ofícios atende aos clientes é compensadora, fazendo com que este processo cresça cada vez mais. Hoje, todos os portes de empreendimentos aderem à parceria de profissionais de fora de seus escritórios para a realização de diferentes etapas de seus projetos, contribuindo também a autônomos e freelancers de todas as áreas profissionais.

Com base nesta tendência de mercado e com o objetivo de promover a fusão de profissionais em um ambiente aberto e com infra-estrutura é que o Beans Coworking surgiu em São Paulo em agosto deste ano. Além de ser um escritório coletivo e acessível para qualquer pessoa, o espaço também permite que profissionais intermedeiem suas necessidades e habilidades através de uma rede virtual, a Beans.net, possibilitando assim novas parcerias e oportunidades.

O coworking não proporciona só mais estrutura para pessoas que pretendem trabalhar em casa, mas também contribui para o desenvolvimento profissional de diferentes indivíduos e empresas, sem grandes gastos e burocracias de um escritório comum. A ideia é ser um facilitador, colocando uma rede para pessoas encontrarem serviços e profissionais.”



Foto: Espaço Beans Coworking (via Anderson Costa)


Localizado em um ponto estratégico de negócios, o Beans Coworking se encontra na Rua Augusta, integrando a série de pequenos negócios da famosa Galeria Ouro Velho. Fazendo parte do ciclo de empreendimentos criativos do local, o espaço também fica próximo a bancos, metrô (estação Consolação), gráficas e copiadoras, shoppings, restaurantes, correios e outros pontos da Avenida Paulista que auxiliam os trabalhos com conforto e agilidade.

Ricardo ainda enfatizou, que o sistema de coworking foi lançado nos Estados Unidos em 2005 para estimular pessoas criativas a desenvolverem suas ideias e é a ponte para trazer a inovação ao mercado.

“Muitas empresas já estão percebendo também que praticar o coworking já é um diferencial estratégico, principalmente quando o assunto é inovação e estímulo a criatividade de seus colaboradores”, completa Ricardo.

Como o Beans Coworking funciona?
Além do escritório coworking, que potencializa a execução de serviços e projetos, a Beans também oferece os seguintes serviços e vantagens:
- Em uma área multidisciplinar, o espaço possibilita conhecer diferentes pessoas e até mesmo unir ideias que contribuam para os diversos profissionais autônomos ou empresas presentes no local;
- Participando da rede Beans, os profissionais podem ficar atentos a oportunidades e palestras gratuitas realizadas pela rede;
- A flexibilidade permite usar o ambiente por horas, turnos, dias ou meses a partir de preços acessíveis.

Para visualizar mais fotos do espaço acesse: http://www.flickr.com/groups/redefreelancer/


Ricardo Lima, formado em Design Digital e Pós-Graduado em Administração na FGV/SP. Atuando com Projetos Colaborativos, Novos Modelos de Negócio e P2P há mais de 10 anos.





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Wednesday, 22 September 2010

#Entrevista - Matheus Siqueira fala sobre a Websérie Noir de Jornalismo

Imagem: Cena da Websérie Noir de Jornalismo

Depois de bom tempo sem trazer entrevistas para a blogosfera, lembrando que por aqui já tivemos entrevistas com Juluis Wiedemann, Pedro Cabral, Abel Reis, Bruno Rodrigues, Sérgio Amadeu entre outros. Hoje trago uma entrevista com o cineasta independente Matheus Siqueira, diretor da série Flying Kebab. Ele irá relatar um pouco sobre seu inicio, o que rendeu profissionalmente seu projeto e o novo trabalho com uma websérie de jornalismo.


Teaser Nova Websérie from Matheus Siqueira on Vimeo.


Matheus começou o bate-papo falando sobre seu começo com a internet e sua maior referência na época. “Esse interesse pelo vídeo começou quando comecei a ver a internet como uma plataforma pouco explorada e com uma linguagem ainda não definida. Vendo que daria para experimentar com um custo relativamente baixo comecei a fazer os meus vídeos há pouco mais de 3 anos. Minha referência para começar a trabalhar com a internet foi alguns videocasts que aproveitaram a plataforma de um modo inovador até o momento, principalmente os vídeos do coolhunting.com, naquela época produzidos pela "m ss ng p ces"”

Sobre o projeto Flying Kebab (leia mais aqui), ele contou como foi a correria para gravar, editar e produzir um dos seus maiores trabalhos até o momento. “Gravávamos o Flying Kebab no nosso tempo livre, geralmente uma vez por mês durante um final de semana, o que era mais difícil era arrumar tempo para editar. Mas como estávamos em três, organizávamos um outro final de semana e os três passavam editando lá 14h direto até sair o final.” Sobre a notoriedade do projeto, “ele deu uma visibilidade que permitiu usar isso como um bom portfólio ao me aproximar das produtoras.”

Falando sobre sua nova websérie ficcional, “Noir de jornalismo”, relatou sobre sua intenção com este trabalho. “Por causa das viagens e trabalhos ainda estou concluindo a universidade de jornalismo..rsrs.... O propósito dessa websérie é criar nas pessoas um senso crítico de mídia e fazer elas pensarem de onde vêm e quem está influenciando as notícias que elas lêem ou ouvem.”

“O projeto envolve um grande grupo de alunos do curso de jornalismo aqui do UNASP e estamos em parceria com o site canaldaimprensa.com.br . No momento estamos procurando formas financeiras de viabilizar o projeto, a idéia é termos 5 episódios e uma gama de entrevistas com as figuras jornalísticas do Brasil como material de apoio para quem se interessar mais.”



Imagem: Cena da Websérie Noir de Jornalismo | Mino Carta - diretor de equipes de criação de publicações que fizeram história na imprensa brasileira, como Quatro Rodas, o Jornal da Tarde, Veja, IstoÉ, e Carta Capital, da qual ainda é diretor de redação.

Já sobre o contato com os renomados jornalistas que serão entrevistados para a gravação do documentário, “no momento o contato é direto através da redação dos veículos, explicamos o projeto e pedimos um tempo para realizarmos a entrevista.”

Matheus fala com alegria como foi ver um dos seus trabalhos ser exibido em um channel de uma agência e produtora bastante conhecida no Brasil, “com certeza, o Flying Kebab foi distribuído pelo braço independente da Colmeia, o Enxame.tv. Voltando ao Brasil (após gravar a maior parte da série no Líbano) apareceu oportunidades para trabalhar na produtora e fui convidado para dirigir um web-documentário para a Fiat, que está incrível tanto pelo prazer de trabalhar com pessoas tão criativas que nem o pessoal da Colmeia quanto acompanhar um projeto bacana como é o Fiat Mio.”

No final, Matheus Siqueira, aluno de jornalismo e jovem promissor na carreira como diretor de cinema deixou claro como avalia o cenário atual do cinema independente brasileiro, “temos vantagens hoje que a tecnologia está ficando cada vez mais barata para produzir filmes com qualidade. Temos o caso do "Apenas o Fim" que a meu ver lançou uma nova tendência no cinema brasileiro, que são os filmes inteligentes e divertidos com custos baixos. Em compensação se destacar num cenário onde os filmes estão sendo cada vez mais competitivos dificulta o cineasta independente.”



Cineasta independente e estudante de jornalismo. Nascido nos EUA, cresceu no Brasil, viveu no ano passado, em Beirute, e agora está de volta a São Paulo atuando como freelancer em produtoras de vídeo.






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Tuesday, 17 August 2010

O fim da memória curta após as eleições. Conheça o projeto “Eu Lembro”.


Imagem: Site "Eu lembro" - WebCitizen

Pensando em acabar com o velho problema já conhecido dos brasileiros, uma rede social foi criada para auxiliar a memória curta dos eleitores.

Lançado recentemente, o projeto “Eu Lembro” desenvolvido pela WebCitizen, a mesma empresa que criou outro projeto bem bacana o “Vote na Web” (leia mais) resolveu mensurar e organizar tudo o que é falado, comentado e postado na rede sobre cada candidato nas eleições 2010. Nele você pode criar seu perfil, definir em qual candidato deseja votar e ainda acompanhar seus passos na campanha.

O projeto também exibe gráficos com métricas sobre a audiência positiva ou negativa de cada candidato, catalogando vídeos, tweets, comunidades na rede, links e entrevistas. O curioso, é que enquanto as pesquisas apontam na TV e no rádio a candidata a presidência da República Marina Silva na terceira posição na intenção de votos dos brasileiros, na web ela vem despontando na frente dos concorrentes.



Imagem: Site "Eu lembro" - WebCitizen

No site do projeto, por exemplo, Marina já acumula 70% de apoio, contra 55% a favor do candidato José Serra e para espanto, a margem surpreendentemente negativa da candidata Dilma Rousseff com 63% de percepção contrária na rede.

Logicamente que assim como nas pesquisas, o projeto “Eu lembro” não representa em definitivo o resultado da eleição, no entanto, seus gráficos coincidem com levantamentos de outros institutos que monitoram a internet e apontam índices parecidos de aceitação em relação a candidata Marina.

Fica a dica para não esquecer mais em quem votou, acompanhe o seu candidato. Clique aqui.



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