Wednesday, 28 January 2009

Stop Motion simples, mas que impressiona.



Belas animações em stop motion quando bem feitas, conseguem impressionar os olhares de quem assiste.

Nesta, os criadores ousaram transmitir todo um enredo em cima de uma cama, usando de elementos gráficos junto com a sensibilidade, as cenas ficaram perfeitas.

Esta peça já foi noticiada em diversos blogs, recebendo inúmeros comentários, até o momento já havia sido exibida mais de quatrocentas e quarenta e uma mil vezes, recebendo quatrocentos e quarenta e dois comentários no Youtube.

A peça é do >Oren Laive, clique na imagem para ver o vídeo ou venha por aqui.





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Tuesday, 27 January 2009

Os pós e contras do Campus Party Brasil 2009 por uma ótica totalmente imparcial.




Fazer uma crítica sobre um evento dessa magnitude não é fácil. É realmente pisar em ‘cascas de ovos’, primeiro porque conheço alguns dos envolvidos na elaboração do evento, segundo, para quem está de fora sempre se torna mais fácil falar bem ou ruim, e terceiro, críticas muitas vezes não são bem-vindas.


Mas afinal, o que realmente melhorou ou piorou da primeira edição para esta?


Ora, deixo muito claro que esta minha análise é inteiramente imparcial, como também, ela se justifica pelo meu apreço por esta iniciativa somando a minha preocupação em ajudar a toda nobre equipe a permanecer com algo tão importante para o desenvolvimento e apoio tecnológico as novas gerações no Brasil.

Assim como na primeira edição, o Campus Party infelizmente teve sim alguns erros, no entanto, o que realmente me preocupou foi o recorde em números de participantes atrelados aos diversos problemas apontados pelos mesmos.


Gerando um ponto de reflexão sobre a relação entre o número expressivo de participantes x problemas de estrutura. Seria de fato esse um dos motivos para tantas queixas? Ou a estrutura montada de última hora, esta informação ainda não confirmada oficialmente pelos integrantes do projeto, mas, foi evidenciada logo no primeiro dia, onde a rede de internet não estava devidamente funcionando na abertura do evento.


Outro ponto que preocupou a muitos, foi a questão da segurança, haja visto, que como já fora postado e twittado por alguns, pessoas de má índole passaram por alguns seguranças com máquinas sem cadastro, também houve queixas de alguns furtos, quando apenas uma máquina fotográfica fora roubada na edição anterior. Ainda, algumas pessoas conseguiram passar com o crachá do ano passado.

Bem, posso dizer com toda a certeza que a grande maioria presente, estava extremamente interessada no que diz respeito a tecnologia, infelizmente, como todos os lugares, existem alguns desnorteados, que fazem de tudo para aproveitarem do momento da pior maneira possível.

Lógico, isto, em nenhum momento justifica os erros, porém, não posso hesitar em pontuar. Embora no ano passado, o critério da segurança fora em minha opinião, bem mais rígido, pairou a dúvida sobre a devida informação e preparação das pessoas que estariam trabalhando no local. Pois, a desinformação este ano por parte da equipe se mostrou bem maior se comparado a primeira edição.

Outro ponto me chamou atenção, a proximidade dos stands em relação as bancadas não foi bem aceita pela maioria das pessoas que estive conversando, tudo porque, o barulho entre as palestras atrapalhava tanto os palestrantes como os participantes em cada campus. Sendo evidente, com as queixas de alguns convidados nas mesas.


Agora, e os pontos bons?


Se analisarmos do ponto de vista sobre o que esse evento representa, teremos de fato, um divisor de águas, onde a dimensão tecnológica intrínseca ao aprimoramento das novas gerações, como igualmente ao aprendizado das gerações provindas da era analógica, seremos capazes de compreender a dificuldade encontrada em ações como esta.

Elaborar e desenvolver uma cidade digital com aproximadamente sete mil pessoas alojadas em um único espaço durante sete dias, é no tanto um pouco difícil. Ainda mais, se reparamos que ainda nos falta o que posso dizer “uma educação digital’. Onde, certos avanços se esbarram na dificuldade de entendimento e respeito com tais práticas.

O Campus Party, não só somou a todas as iniciativas até o momento, digo, a busca pela digitalização e interconectividade dos indivíduos em nossa sociedade, como também, vem estimulando mais apoio a causa por parte das grandes empresas.

Não contribuir com tamanha atitude, me remete a uma visão pobre e contrária, ou seja, direcionada totalmente na contramão em prol do desenvolvimento dos usuários. O Brasil, que já é penalizado pela falta de interesse público, também sofre com a falta de compreendimento de parte dos seus cidadãos.

Ao fim, manifesto aqui o meu respeito e cumplicidade com a causa, deixando claro o meu total apoio e preocupação com a continuidade do Campus Party Brasil.


Fica o meu muito obrigado.





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Monday, 26 January 2009

As últimas do Campus Party Brasil 2009


Foto: Willpubli (circulo) em uma das palestras do CPBlogs

Caros, foi realmente muito difícil manter o blog atualizado por estes dias, entre uma palestra e outra no campus, eu sempre encontrava algum mestre enquanto caminha pelo evento. Como no ano passado, muito networking, revi amigos que geralmente só vejo no mundo digital e claro, aproveitei para twittar freneticamente sobre as palestras, que alias, você pode conferi-las todas aqui.

Os últimos dias do #cparty2009 foi repleto de palestras, muita conversação entre os presentes e claro, rolou também um flashmob na sexta. Assim como no primeiro, os campuseiros se uniram para protestar, desta vez, ao contrário da outra edição, onde o alvo do protesto foram os jornalistas, este ano a reivindicação foi contra o proibição do barulho na madrugada. Confira isto e tudo que rolou nos posts abaixo:





Foto: FlashMob na noite de sexta-feira no #cparty



# Agência Click faz palestra com o SEO Pedro Cabral no CPLabs:




Foto: CPLabs com Pedro Cabral (AgênciaClick) e Marco Gomes (Boobox) via Flickr Metamidia


Na quinta-feira Pedro Cabral (SEO da Isobar América Latina e presidente da Agência Click) falou sobre o Open Souce Branding, projeto idealizado pela agência em parceria com os clientes Credicard Citi e Ale Combustíveis. No site do manifesto, a temática refere-se ao projeto como “Uma nova lógica que pede a participação das pessoas – estejam onde estiverem, no tempo que for, do jeito que quiserem. É aí que entram os meios digitais. Blogs, microblogs, comunidades, comunicadores instantâneos, celulares, formam o habitat natural para esse novo modo de ser da Comunicação • Open Source Branding é um novo olhar, uma nova atitude na gestão de marcas. É assumir que a imagem de marca vai muito além do conteúdo oficial das campanhas. É abrir o coração e ter jogo de cintura para assimilar histórias, sentimentos, opiniões e (re)criações lançadas pelos consumidores. É abrir a marca à inteligência que surge do coletivo.”


Pedro esteve na mesa junto com o empresário e blogueiro Marco Gomes (criador da ferramenta BooBox), os dois falaram sobre o mercado e as novas diretrizes das mídias sociais digitais nos negócios. Marco ainda lançou também no evento sua nova ferramenta de post remunerado chamado “BlinBlin”.



# Lançamento do Livro “O futuro da música depois da Morte do CD”


Na quinta-feira também foi o lançamento oficial do livro “O futuro da música depois da Morte do CD”, projeto desenvolvido pelo professor Sérgio Amadeu e Irineu Franco Perpetuo, com participações de outros profissionais como André Mehmari, Chico Pinheiro, Harry Crowl e Laan Mendes Barros entre outros.O livro foi disponibilizado gratuitamente aqui, todo em PDF, a temática é no mínimo intrigante e ainda nos abre um horizonte tanto acadêmico quanto uma ótica profissional com os relatos dos músicos envolvidos no projeto.



# Na sexta-feira a temática girou em torno dos Blogs e a Literatura no CPBlogs:



Entre uma passada e outra nos stands do evento eu sempre parava no Campus Blog para conferir as palestras, onde aproveito para parabenizar o Edney (interney blogs) que este ano foi o responsável pelo espaço dos blogs. Junto com a equipe da Pólvora, o espaço trouxe inúmeras palestras durante toda a semana, uma delas em destaque foi o tema abordado sobre a Literatura e o Blogs.

Estiveram na mesa: Albano Martins (Os viralatas), Fal Azevedo (Drops da Fal), Marcelo Duarte (Guia dos curiosos e Editora Panda Books) e Cecília Giannetti. O tema foi bastante discutido, haja visto, que os autores deixaram claro sua visão sobre os blogs, enquanto alguns justificam o aumento da sua notoriedade após o uso do blog, já o autor Albano Martins disse que pouco liga para os blogs (contraditório ou não, ele me apareceu realmente ser a moda antiga, isto é, papel e caneta apenas).

Algumas frases marcaram esta palestra, diversas delas eu twittei em tempo real enquanto os participantes discutiam o tema como por exemplo: “#cparty CpBlogs Drops da Fal diz: "Internet é internet, literarura é literatura, ainda usamos o papel";

#cparty Cp Blogs Marcelo Duarte diz: "Eu sou o caçula, meu blog só tem 9 meses" "Eu sou jornalista a 25 anos";

#cparty CpBlogs Duarte diz: “mesmo com a internet eu sempre imprimi tudo, eu tenho medo de sumir tudo depois”;

#cparty Cpblogs Duarte diz: “minha autora mais vendida é a Bruna Surfistinha”;

#cparty Cpblogs diz: “Não me importo com blogs, eu não sei oq é twitter”;

#cparty Cp Blogs diz: “O q é o peso da literatura, é o leitor” “O texto que vai pra internet é praticamente mijado”;

#cparty Cpblogs Drops da Fal diz: “Qdo pego um trabalho grande o blog sofre, minha mae lava a louça sozinha”;

#cparty Cpblogs Drops da Fal diz: “O que me da audiência é a internet, não o papel”.

No fim, a palestra foi muito interessante, é sempre bom ouvir alguns nomes bastante conhecidos no meio literário falarem sobre suas visões pessoais em relação ao uso da rede para a publicação dos seus trabalhos.

Confira todas as twittadas ‘willpubli’ no Campus Party 2009 aqui.



# Sábado e a discussão do Ciberativismo no BarCamp:


Ao 12h de sábado, o BarCamp abriu a primeira temática do dia, sobre: "Você sabia que a internet brasileira corre risco de paralisar?". Aos poucos inúmeras pessoas foram chegando para conferir o bate-papo, com a presença de Sérgio Amadeu, João Carlos Rebello Caribé entre outros.

O tema correu por uma ótica bastante complexa e muito particular pelos participantes, além de aparentemente não chegarmos a um senso comum, com exceção da preocupação com os rumos da internet no mundo, todos levantaram possíveis sugestões para o problema.

O foco principal foi o projeto de lei do senador Azeredo e suas ramificações espalhadas pelas as empresas interessadas no domínio da web.

Também fiz twittadas enquanto acompanhava este momento, veja algumas a seguir:

#cparty BarCamp "98% das lanhouses brasileiras são ilegais, mas nao sao ilegais pq querem";

#cparty Barcamp: "Não sou a favor da pedofilia, sou contra o mito";

#caprty Barcamp: "Aprovação do projeto Azeredo, tiraram o manto da pedofilia mas aprovaram a art. 22";

#cparty Barcamp "Devemos falar com sindicatos e associações para manter um fundo de ajuda em defesa da internet";

#cparty Barcamp Amadeu diz: "Nos nao temos backbone publico no Brasil";

#cparty Barcamp Marcelo diz: "temos mais de 100 projetos cômicos e que atravancam todo o processo de defesa da rede";

#cparty Barcamp MArcelo diz: "Uma organização na sociedade civil que envolva todas as outras em defesa com diversas ações em comum";

#cparty Barcamp Marcelo diz: "Demi Getschko já poderia estar rico, mas ele preferiu contribuir com a internet brasileira,..”

No final, foi divulgado a comunidade ning de apoio a causa para que todos contribuam com as sugestões e mobilizações, acesse neste endereço: http://ciberativismo.ning.com/.



# Curiosidades e os Modds no Campus.


Diferente do ano passado, nesta edição eu não realizei muitas entrevistas, apenas algumas conversas informais e as trocas de cartões de visita. Porém, bati um papo muito interessante com um empresário do ramo de Modds. Para quem não sabe, os Mods são as adaptações e mudanças feitas nos gabinetes das máquinas. Como na primeira edição, este ano o Campus aumentou a participação destes artistas.



Foto: Música remixada ao vivo com fotos dos participantes por artista gringo no stand da Caixa (via Thais Keller)



Em 2008 foram ao todo 50 inscritos, já em 2009 foram mais de 100 participantes, alguns trouxeram os modds da edição passada enquanto outros se inspiraram em novos modelos. Como no caso de Saulo Paollo Ricci , ele que aos 26 anos ao participar da primeira edição do Campus Party Brasil se inspirou no ramo e atualmente se tornou um empresário do segmento.




Foto: Diego Jandreicie e Saulo Ricci ao lado dos modds


Em conversa com Saulo, busquei algumas informações sobre esta atividade que vem crescendo muito no País nos últimos anos.

Saulo sempre trabalhou com informática, ao conhecer os modds na edição anterior, pensou em fazer algo diferente da “caixa quadrada” ele disse, e logo imaginou fazer gabinetes moldados como carros de corrida.

A partir daí, começou a fazer os primeiros protótipos usando policarbonato e desenvolvendo adesivos para ilustrar os carros. Há cerca de um ano já no mercado, Saulo garante que o mercado é “mais que promissor, e a aceitação está ótima”, afirma. O preço médio de um gabinete como os seus é de R$299, e a máquina toda montada com os hardwares junto o modding sai em torno de R$850, .





Foto: Danilo, Mika Satomi, Thais Keller e Willpubli


Além disso, os interessados podem fazer um curso gratuito com ele para aprender montar suas máquinas, hoje, Saulo conta com uma equipe de sete profissionais, mas, busca ampliar sua empresa para atender o mercado com novos produtos, como por exemplo, gabinetes feitos com os personagens da Marvel.





Foto: Luau no #cparty com Renato Di Giorgio e Willpubli


Outra curiosidade, foi conhecer Mika Satomi, japonesa, mas reside atualmente na Austrália, ela desenvolveu uma maneira de massagear jogando videogame. O “Massage Me”, através de um colete, quatro participantes jogam um game de luta, onde um dos membros das duas equipes vestem um colete, com dele, o segundo membro participante começa a apertar as costas do jogador, ao massagear o parceiro, os comandos são refletidos no jogo como se fosse o controle do console.





Foto: Willpubli jogando Guitar Hero no stand da Locaweb (via Thais Keller)


Mika foi muito simpática, embora não falasse português, me passou algumas explicações sobre sua invenção, destacou que o grande interesse foi juntar a terapia com a diversão do game.






Vídeo: Imagens do Flash Mob via Thais Keller





Vídeo: Artista gringo no stand da Caixa





Vídeo: Artista gringo no stand da Caixa (performace ao vivo)





Confira logo mais o post "# As impressões finais do Campus Party Brasil 2009".
continua...






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