
Foto: As milhares de máquinas na Bienal do Ibirapuera este ano.
Como não lembrar dos ótimos momentos que tive ao participar do Campus Party 2008 em fevereiro deste mesmo ano, além das ótimas palestras foi maravilhoso as diversas oportunidades de networking que o evento propiciou. Fazendo com que alguns se tornassem grandes amigos depois, entre “#nobs” e eventos relacionados a blogosfera brasileira na cidade de São Paulo.
Bem, não precisa nem dizer, mas já dizendo, recomendo o evento para todos os aficionados por tecnologia e principalmente uma banda de qualidade, que na edição 2009 será de 10GB segundo os realizadores do evento. Ora, nada mal, pois, na primeira edição no Brasil, eu pude desfrutar com os demais uma conexão de 5GB, infelizmente chega ser espantoso se compararmos com a ridícula e cara banda oferecida no País.
Na ocasião estive postando direto do evento, acompanhando diversas palestras e trazendo informações frescas da fonte, foi sem dúvida, uma experiência única, ao qual devo repetir o feito em janeiro do próximo ano.
Foto: Willpubli postando direto do evento, by Frederico Mendes.
Fica a dica, aproveite logo, as inscrições para o Campus Party 2009 já estão abertas. Será em São Paulo, de 19 a 25 de janeiro, no espaço Imigrantes (onde teve a Bienal do Livro).
Para ler as postagens antigas clique aqui.
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Monday, 13 October 2008
Já estão abertas as inscrições do Campus Party 2009.
Wednesday, 8 October 2008
Estréia: Comutação Verbal - "Nossos dados estão bem guardados digitalmente?"

Olá, este é o nosso primeiro quadro do bloco “Comutação Verbal”. Onde tenho o grande prazer de discutir os assuntos relacionados ao Cibermundo com a opinião de vários profissionais e mestres brasileiros que estão atualmente no País ou fora dele. Quero desde já agradecer aos diversos convidados que gentilmente aceitaram o convite de exporem suas opiniões nesta blogosfera. E o resultado disto tudo, será as várias reflexões sobre os mais diversos temas do mundo digital. E para começar bem o bloco, a estréia será com a participação de Bruno Rodrigues (Especialista em Informação para a Mídia Digital) e Sérgio Amadeu (Ativista do Software Livre). Tenham todos uma boa leitura, lembrando que ao todo serão quatro postagens, sendo uma por semana. Até a próxima.
(por Bruno Rodrigues)
Podemos confiar tanto na internet?
Estamos colocando na Rede tudo o que produzimos durante milênios como forma de armazenamento, concentração do saber e facilidade de acesso ou a aceitamos como um real ciberespaço, como ele estivesse ali sempre, como nossa própria atmosfera? Se nem nela confiamos mais, e há décadas lutamos com fervor para perpetuar o ar que respiramos, o que dizer do que pensamos, produzimos e registramos? Há ingenuidade em nossa atitude, sim. É preciso que tentemos pressentir de onde virá o perigo, por mais science fiction que pareça.
Há alguns pontos a observar, portanto:
• Sofremos da Síndrome do Século XX
É bom apresentá-la: a imensa maioria dos que vivem neste início de século é filha do século XX e, portanto, confia em excesso em si mesma. Vivemos duas grandes guerras como jamais o mundo vira. Assistimos, maravilhados, a tecnologia levar o homem à Lua e criar o microcomputador. No apagar dasluzes, já éramos amantes da internet e escravos do celular. Tínhamos nossos defeitos, mas quem superaria o século da penicilina? Somos produto da Era que se achou o ápice da evolução, aquela que apontava para o futuro como uma conseqüência do que já foi feito, apenas. Será? Veio o 11 de Setembro e ficamos quase isolados, a internet a cambalear. A barbárie está a 300 anos daqui, ou basta um ruído no tempo para os anos que faltam ser contados nos dedos?
• Não sabemos armazenar Conteúdo
A internet me parece algo frágil, o Saber da Humanidade sendo fragilmente, perfeita como alvo. Mesmo sabendo da capacidade regeneração que tem a informação posta na Rede - se um computador some daqui, há outro acolá para acessá-la, e multiplique esta ação por milhões, em caso de perigo -, ainda assim contamos com a energia elétrica. A web é o primeiro repositório de informações onde sua permanência depende de um fator externo, ao mesmo tempo responsável por sua existência e seu extermínio. Fosse assim com o papel, ainda estaríamos na Pré-História.
Bruno Rodrigues:
Especialista em Informação para a Mídia Digital
Autor de 'Webwriting - Redação & Informação para a Web'
Coordenador da Pós-Graduação 'Gestão em Marketing Digital'(DIG 1) das Faculdades Integradas Hélio Alonso (RJ)
bruno-rodrigues.blog.uol.com.br
www.twitter.com/brunorodrigues
Continua...
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Wednesday, 1 October 2008
O fim do Wi e do Fi se aprovado o projeto Azeredo.
Como imaginar que alguns “abestalhados” pensem vinte e quatro horas no domínio da web e da internet? Tentar compreender tamanha aberração me parece um tanto quanto difícil, exigindo muito mais da minha capacidade de raciocínio além do esperado, disto tenho certeza. Vejamos, enquanto alguns jornalistas brasileiros, entre eles, os principais jornais da atualidade, hesitam em ler e compreender de fato o projeto de controle do senador Azeredo, gerando uma possível ‘mídia’ contraditória e errônea, isto é, exaltando o esdrúxulo projeto como defensor da não pedofilia, onde sequer é citado o termo dentro do projeto, “Eles” não se depararam com o absurdo em que estamos sujeito a sermos condenados se for aprovado o mesmo.
Ora, uma vez aprovado, uma série de hábitos comuns hoje em dia, por exemplo, ouvir músicas em seu MP3 será algo já considerado infrator e caberão as severas punições previstas nos artigos, entre elas a reclusão (cadeião mesmo) de um a três anos.
Também será o fim do anonimato na rede, cabendo aos provedores de acesso identificar os usuários, com nomes e IPs de acesso, como também guardar todos os seus rastros por até três anos.
Teremos também a proibição e o fim de vez das transferências de arquivos através do BitTorrent entre outros similares, o fim das redes abertas em bares, por exemplo, onde caso não seja identificado quem foi o usuário que promoveu o acesso a rede de alguns desses pontos, ocorrerá sanções legais ao dono do estabelecimento.
Contrariando totalmente o princípio lógico da internet, onde “sua arquitetura garante o anonimato, a privacidade e a liberdade de conteúdo”.
Para se ter uma idéia da complexidade do que estou falando, observe com atenção os principais artigos (do mal) intrínsecos nas linhas obscuras redigidas pelo senador. Lembrando que ele está seguindo totalmente a estupidez do projeto Sarkozy na França. Preste bem atenção, nos pontos do projeto aqui.
Agora para compreender melhor, leia o artigo dos mestres “André Lemos, Prof. Associado da Faculdade de Comunicação da UFBA, Pesquisador 1 do CNPq.,Sérgio Amadeu da Silveira, Prof. do Mestrado da Faculdade Cásper Líbero, ativista do software livre e João Carlos Rebello Caribé, Publicitário e Consultor de Negócios em Midias Sociais”, visite o link aqui.
Caso você ainda tenha alguma dificulade em compreender os principais pontos deste projeto, envie suas dúvidas para o email desta blogosfera, informado no campo “about me”. Aproveito para também informar que este tema ainda contará com outros posts complementares até o fim de ano.
No mais, pela liberdade de expressão e cidadania, declare o seu voto contra este projeto assinando o abaixo-assinado virtual neste link, antes que “Eles” também possam tentar de alguma maneira coibir o seu e o direito de todos.
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