Friday, 11 July 2008

Lively, para Second Life ainda falta muita coisa.




Recém lançado, o Lively, uma plataforma tridimensional que simula ambientes virtuais no próprio browser do usuário e que muitos já estão intitulando como o “Second Life do Google”, o que ao meu ver é algo tremendamente errado. Como ainda estou acompanhando este lançamento, vou relatar a minha sensação como usuário e não como um heavy user, o que me dá a liberdade de ‘soltar o verbo’.

O que pude perceber é que primeiramente, a conotação do Lively com o ambiente do Second Life é de fato errônea e ainda precoce demais. Pois, ambas plataformas são distintas entre si e bastante peculiares também. O Lively se destaca por não precisar de um software específico para rodar, podendo ser carregado direto no navegador. Possibilitando talvez futuramente, uma aceitação mais rápida por parte dos usuários novos ou com pouca experiência em ambientes tridimensionais.

Porém o Lively, ainda conta com uma série de limitações, o que não quer dizer que isto já não deva estar sendo analisado pelo Google. Já o Second Life conta com uma interface muito mais complexa e com um grau de interatividade muito além do Lively. Sua experimentação já demanda uma aproximação alta com ambientes digitais por parte dos usuários, e a plataforma só roda em um software específico, o que em muitos casos necessita de uma boa máquina para usar a mesma.

O fato é que esta ferramenta que fora comprada pelo Google há pouco tempo, nos deixa claro ou pelo menos nos sugere um foco especial em relação aos interesses do ‘gigante das buscas’. Tudo indica que a busca pelo conhecimento das relações de interação e uso por parte dos usuários está ainda mais sendo pesquisada incessantemente pelo mesmo.

O Google que já se destaca pelos altos investimentos em pesquisas, agora promete atrelar seus ricos dados de conteúdo de cada usuário logado durante o dia, ao experimento da sua aceitabilidade e ‘domesticação’ das ações de uso em uma plataforma tridimensional própria. Sendo no mínimo um ótimo campo de experimentação e abordagem pesquisatória.

Já deu uma passadinha por lá, confira aqui, é necessário instalar o plugin do Google para habilitar o seu navegador.




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Tuesday, 8 July 2008

A propaganda que conhecemos nasceu americana, mas quem domina é a Inglaterra.


Foto: David Ogilvy

Os gringos sempre se destacaram por seus trabalhos ousados e com um toque sempre refinado. Com o passar dos anos os ingleses foram tomando o espaço e consolidando sua expressividade na propaganda mundial, tanto no offline como também no online.

Um bom exemplo, o célebre que copiava os anúncios americanos na Inglaterra, e que por ventura marcou o cenário foi David Ogilvy, como o próprio ‘brazuca’ Washington Olivetto descreve em seu livro “Os piores textos de Washington Olivetto - Ed. Planeta 230 pág.”, Ogilvy, aprendeu muita coisa no tempo em que esteve nos E.U.A. Largando seu trabalho como vendedor de fogões para se tornar um dos maiores e mais lembrados publicitários da história.

Mas, nem como tudo é perfeito, ele também errou, ao recusar a conta de uma empresa que na época era muita pequena e sem perspectivas de futuro na visão de Ogilvy, essa empresa se chama Xerox.

A questão que quero levantar neste post é de fato a seguinte, os britânicos estão muito bem posicionados no mercado da propaganda a décadas, e pelo jeito já estão ensinando muita gente como trabalhar bem. Se observarmos o meio digital, a Inglaterra já domina o mercado, como também já tem a mídia digital como o segundo maior investimento em comunicação feito pelos anunciantes.

Deixando claro, que neste quesito eles também já estão ‘anos-luz’ à frente de todos. Outro detalhe interessante, é que os ingleses apesar de terem copiado a princípio o modelo americano de propaganda, os mesmos foram reinventando com a criação de novos formatos, como também criaram novas mídias.

Hoje a Europa já conseguiu deixar claro um universo em certos aspectos muito diferente do restante do mundo da propaganda. Julius Wiedemann (Editora Taschen) brasileiro que trabalha na Inglaterra atualmente, também me deixou claro essa questão. Ele dizia em uma entrevista concedida para esta blogosfera, que por lá eles estão observando há muito tempo qual será o futuro dos meios, sejam eles digitais, físicos ou ainda híbridos.

O que nos deixa claro, que essa busca antecipada pode como já está gerando resultados positivos e peculiares no sucesso da propaganda britânica. Esta mudança, também é visível nos métodos de trabalho e carga horária dos publicitários naquela região, ou seja, longe das longas e estressantes cargas de trabalho na maioria das agências brasileiras, por exemplo.

Por fim, observar o sucesso da propaganda na Inglaterra, indica ao que me parece, um bom feeling para futuras projeções na carreira dos publicitários ‘brazucas’. Se souber falar inglês então, é hora de começar o contato com as agências britânicas.




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Friday, 4 July 2008

O primeiro bug na internet brasileira, a pergunta é como será o próximo?



Nesta semana presenciamos o
primeiro grande bug da internet brasileira. Onde o serviço de conexão de banda larga fornecido pela empresa Telefônica através do Speedy, deixou o estado de São Paulo desligado digitalmente incluindo serviços públicos e empresas privadas. Além da onda de milhares de reclamações de usuários residenciais, ainda ouve uma sobrecarga no sistema de atendimento da operadora e muita desinformação por parte dos técnicos da mesma nas entrevistas concedidas a imprensa nestes últimos dias. Fica a pergunta, existe um verdadeiro e eficiente plano de contingência para um outro acontecimento igual ou pior?

Bem, o que ocorreu em São Paulo nos remete a uma situação muito peculiar de questionamento. Pois, se um problema ainda desconhecido, gerou um caos dessa magnitude no principal estado do País, o que poderá acontecer caso ocorra um blackout em uma proporção nacional. Ainda, em quanto tempo caso isso ocorra, poderá ser restabelecida a normalidade.

Em pensar que a onda de processos e pedidos de indenizações que provavelmente já começaram a ocorrer contra a Telefônica, resta saber se realmente a mesma irá se preparar para as possíveis situações que deverão ocorrer futuramente.


Outra coisa preocupante é saber que serviços essenciais como o da segurança pública também foi prejudicado com a queda da conexão, fato que ocorreu com a Polícia Civil da Capital. A partir daí, como ter a certeza em que em um segundo momento, estaremos mais precavidos com tamanha situação?


Uma vez que nos dias atuais, máquina sem conexão de internet parece algo ‘engessado’ e sem função pré-estabelecida. Em pensar que anos atrás a realidade era outra, nos dias atuais estamos mais interligados digitalmente do que pensávamos.


Ao que tudo indica, o que ocorreu pode ser um ataque ao sistema da operadora promovido por ‘hackers’ ou ainda uma falha técnica, o que nessa segunda hipótese, já estaria ocasionando uma série de demissões ainda não confirmadas oficialmente.


Por fim, volto a insistir na mesma tecla, qual é de fato a proporção real do dano que será ocasionado caso esta anormalidade volte a acontecer. Nosso sistema de transmissão de dados é tão vulnerável assim?







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